Crimes envolvem extorsões, falsas promessas e contatos por redes sociais, aplicativos e telefone

A Polícia tem reforçado alertas à população sobre diferentes modalidades de golpes que vêm sendo aplicadas por criminosos, principalmente por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e contatos telefônicos. As ações costumam explorar a confiança, a urgência e a vulnerabilidade emocional das vítimas, com foco especial em pessoas idosas, solteiras ou em situação de solidão.

Um dos crimes recorrentes é o chamado “golpe dos nudes”. Nesse caso, os golpistas utilizam perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de relacionamento, geralmente com fotos de jovens atraentes, para iniciar conversas e criar vínculo com a vítima. Após a troca de mensagens, os criminosos enviam imagens íntimas e induzem a vítima a fazer o mesmo. Em seguida, começa a extorsão: um segundo golpista passa a se apresentar como pai ou mãe do suposto jovem, alegando que a pessoa é menor de idade e que a vítima teria cometido pedofilia. Na sequência, um terceiro envolvido se passa por policial civil, enviando documentos e vídeos falsos de delegacias para simular uma investigação em andamento, exigindo dinheiro para que o caso não avance. A orientação é interromper imediatamente o contato e não realizar qualquer pagamento.

Outro golpe comum é o da falsa central telefônica. Criminosos entram em contato se passando por funcionários de bancos ou operadoras de cartão de crédito e, muitas vezes, possuem dados reais da vítima. Eles criam uma situação de emergência, como uma compra suspeita ou transferência irregular, e pressionam para que sejam informados dados do cartão, senhas de aplicativos bancários ou para que a vítima instale programas de acesso remoto. O objetivo é esvaziar contas bancárias e contratar empréstimos. A recomendação é não repassar informações, não acessar links suspeitos e procurar diretamente o banco ou o gerente para confirmar qualquer situação.

Também tem sido registrado o golpe do amor, aplicado por meio de perfis falsos em redes sociais ou aplicativos de namoro. Os golpistas costumam se apresentar como militares estrangeiros, artistas famosos ou profissionais bem-sucedidos, demonstrando interesse amoroso rápido, atenção constante e promessas de relacionamento. Após ganhar a confiança da vítima, passam a solicitar dinheiro para taxas, viagens, presentes ou supostas visitas. A polícia orienta a desconfiar de envolvimentos virtuais muito rápidos e a nunca enviar dinheiro, buscando conversar com familiares antes de qualquer decisão financeira.

Entre os golpes mais antigos está o golpe do bilhete premiado, que tem como principais alvos pessoas idosas. A prática envolve estelionatários que simulam possuir um bilhete de loteria supostamente premiado. Um dos criminosos se apresenta como alguém humilde e pede ajuda para conferir o bilhete, enquanto um segundo golpista, bem articulado, se aproxima e confirma a falsa premiação. Alegando não poder retirar o prêmio, o estelionatário oferece o bilhete em troca de dinheiro, prometendo dividir o valor. A vítima, acreditando que terá vantagem, entrega dinheiro em troca de um bilhete falso. A orientação é não dar continuidade a conversas desse tipo e acionar imediatamente a polícia.

Há ainda o golpe do falso advogado, no qual criminosos entram em contato por ligação ou mensagem informando que a vítima teria valores a receber em um processo judicial. Eles se passam por advogados ou representantes de escritórios, citam processos reais e solicitam o pagamento de supostas taxas ou custas para liberação do dinheiro. A recomendação é não realizar pagamentos e entrar em contato diretamente com o advogado contratado para confirmar as informações.

A polícia orienta que, em qualquer uma dessas situações, a vítima procure a Delegacia de Polícia mais próxima para registrar ocorrência, apresentando todas as provas disponíveis, como mensagens, números de telefone, comprovantes e registros das conversas.

Foto: Polícia Civil / Divulgação