Escrevo no Jornal Semanário há aproximados 15 anos e venho fazendo previsões econômicas anuais que estão se confirmando com o passar do tempo. Foi assim que construí a primeira previsão de crescimento negativo em 2015 antes que qualquer outro economista e, também, acertando em 2016 que também se mostrou negativo entre outros anos.
Vivemos num país que teria tudo para crescer e se solidificar como um país melhor, mais desenvolvido e com melhores índices de qualidade de vida do que os atualmente encontrados.
“Nos últimos 25 anos, crescemos menos que Chile, Colômbia e Peru. Vamos empatar com quem?”
Nos últimos 30 anos, tivemos a primeira década deste século com crescimentos expressivos (veja gráfico abaixo) mas, logo depois, por opções erradas na esfera política federal dos governos à época, entramos em marcha a ré. Os piores momentos da economia brasileira foram os anos de 2015 e 2016 com retração do PIB em quase 7%, nos 2 últimos anos do governo Dilma. Nem na pandemia fomos tão mal.
CRESCIMENTO DO PIB – BRASIL – 1996 – 2024

Para simples comparação, nosso crescimento médio nos últimos 25 anos foi de 2,4% ao ano, quando no Chile foi de 3,4%, na Colômbia foi de 3,6%, no Peru foi de 4,1%, Índia China então nem se fala, 6,3 e 8,2% ao ano, respectivamente.

Nos últimos 25 anos, crescemos menos que o Chile, Colômbia e Peru. Vamos empatar com quem?
Por que não crescemos como necessário, entre outros fatores:
- Opções governamentais federais que limitam o crescimento empresarial especialmente no excesso de gastos públicos;
- Falta de plano de desenvolvimento futuro para as próximas gerações pois os governos pensam somente na próxima eleição;
- Visão de curto prazo na esfera política;
- Baixo aproveitamento na educação;
- Falta de poupança interna;
- Baixa produtividade do trabalho;
- Baixo investimento em tecnologia e inovação;
- Políticas públicas populistas.
Diante desse cenário, vejo que nossa economia terá certa dificuldade para crescer em 2026 tanto pela taxa de juros altíssima (começará a diminuir talvez um pouco antes das eleições) causada pela má gestão dos orçamentos públicos, déficit nas contas das estatais e de todos os governos, incentivos populistas ao consumo, vejo que dificilmente chegaremos a 2% de crescimento no PIB. Novamente, um PIBINHO.
Aposte em você, levante a cabeça, trabalhe em equipe, inove e não espere pelos governos. Faça de 26 o melhor ano de sua vida. Confie que você consegue.
Pense nisso e sucesso.
Adelgides Stefenon é economista, mestre em marketing, consultor nacional e internacional, professor universitário por 25 anos e proprietário da Prestige Imóveis Especiais.