O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) deflagrou, nesta quinta-feira, 11, a Operação Madrinha, realizada em São Luiz Gonzaga, Ijuí e Santiago. A ofensiva teve como alvo um esquema que facilitava a entrada de materiais ilícitos em estabelecimentos prisionais do Estado.
Ao todo, quatro pessoas foram presas preventivamente: dois policiais penais, uma ex-apenada e um detento, que recebeu novo mandado de prisão. Conforme o Ministério Público, todos têm ligação com uma organização criminosa de atuação estadual. A operação também cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de celulares, dinheiro, drogas, armas, documentos e quatro veículos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, duas outras pessoas foram presas em flagrante, devido à presença de drogas e armas nas residências alvo dos mandados.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, aberta em outubro deste ano após denúncia da Corregedoria da Polícia Penal, policiais penais envolvidos no esquema burlavam mecanismos de controle e fiscalização para permitir o ingresso de drogas, celulares e outros itens ilícitos especialmente no Presídio Estadual de São Luiz Gonzaga. Além deles, participavam apenados, ex-apenados e outros associados ao grupo, inclusive atuando na lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Ao todo, 12 pessoas são investigadas. As ordens judiciais foram cumpridas no Presídio Estadual de São Luiz Gonzaga, na Penitenciária Modulada de Ijuí e em nove residências e dois estabelecimentos comerciais.
Os crimes apurados são organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva.



Agentes do GAECO cumprem mandados e apreendem materiais usados no esquema de entrada de ilícitos em presídios (Fotos: MP / Divulgação)