PAREM O BRASIL!
Sim, parem o Brasil, pois milhões querem descer. Essa frase deve ter sido pronunciada pelos milhões de brasileiros que tenham algum resquício de bom senso e 1% conhecimento REAL dos fatos, de cultura e de isenção político-partidária. Raros desconhecem as façanhas da ex-deputada federal Carla Zambelli (sim, ex), também conhecida por ter perseguido, acompanhada por assessores incrédulos, COM REVÓLVER EM PUNHO, um homem pelas ruas de São Paulo, cujo processo ainda não foi julgado. A “façanha” que a condenou no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, instância máxima da justiça de qualquer país, foi sua participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça – CNJ -, inclusive com inserção de dados falsos, e a penalidade foi dez anos de reclusão. Processo já transitado em julgado, sem possibilidade de recursos.
PAREM O BRASIL! II
A Constituição do Brasil é clara: condenada, perde o mandato imediatamente, restando a Câmara oficiar a perda e chamar o suplente para assumir o mandato. Mas, eis que os “ilustres representantes do povo” decidiram VOTAR a cassação ou não do mandato da condenada que fugiu e que foi PRESA na Itália, apenas aguardando a finalização do pedido de extradição para cumprir a pena no Brasil. E o que a maioria dos deputados fez, após o presidente Hugo Motta colocar em pauta a cassação, algo que não deveria ter feito? MANTIVERAM O MANDATO DA ZAMBELLI!
COMO SE DEFINE ISSO?
Mesmo condenada, fugitiva, em prisão na Itália, ela continua “deputando” e recebendo todas as “vantagens” do cargo. Pelo que se constata, nessa “nova república PARLAMENTARISTA”, um parlamentar pode, condenado, fugir do Brasil e continuar recebendo salários e os “adicionais”. Quando eu ouvia, ainda jovem, frases como “o Brasil não é um país sério” ou “o Brasil é uma república das bananas”, jamais pensei que veria a confirmação disso. E o pior de tudo é constatar que, MESMO tendo acesso aos processos, acusações, defesas e sentenças, muitos, por razões EXCLUSIVAMENTE POLÍTICO-PARTIDÁRIAS, DEFENDEM o absurdo protagonizado pela Câmara dos Deputados e outras barbaridades mais. Pior ainda, os protagonistas dessa “façanha” inconstitucional pularam, dançaram, se abraçaram no plenário da Câmara. Depois é o STF o “ditador”. Definir isso tudo? Dá para definir?
MAS, A COISA FOI AINDA PIOR!
No dia 06 de agosto de 2025, um grupo de deputados tomou conta da mesa diretiva da Câmara dos Deputados, principalmente a cadeira de Hugo Motta, presidente, durante TRINTA E SEIS HORAS, impedindo a continuidade dos trabalhos legislativos. O presidente Hugo Motta adotou o critério do “diálogo” com os ocupantes ilegais. Até agora, passados mais de quatro meses, nenhuma punição foi aplicada aos infratores. O resultado foi o que se viu esta semana. O deputado Glauber Rocha também sentou na mesma cadeira e falou alto e bom som que “não sairia dela”, em protesto contra o processo contra ele e a votação da “dosimetria”.
MAS, O PIOR PODE PIORAR!
E o que faz o presidente Hugo Motta, “democraticamente”? Manda a policia legislativa retirar Glauber Rocha (PSOL-RJ) à força, bem como a imprensa que cobria os acontecimentos e, pior ainda, mandou cortar a transmissão da TV Câmara, impedindo que o povo brasileiro visse as cenas deprimentes. Mas, por que tudo isso aconteceu? Se Motta tivesse aplicado a devida penalidade aos infratores de 6 de agosto o Glauber Rocha teria feito o que fez? E por que Motta não agiu da mesma forma nos dois episódios deploráveis? Teria, talvez, a filiação partidária dos infratores influenciado as ações divergentes do presidente da Câmara? Que dúvida atroz, não? Depois de tudo isso e de muitas coisas mais, não é difícil se concluir que: “Ou acabam com essa fúria partidária antagônica ou ela acabará com o Brasil”! Quem viver, verá!
DEIXARAM SAUDADES!
Uma outra frase muito comum é: “Éramos felizes e não sabíamos”! E será que não pode ser aplicada se pensarmos nos antigos líderes que habitaram a Congresso Nacional, como Ulisses Guimarães, Ibsen Pinheiro, Tancredo Neves, e tantos outros? Será que se algum dos grandes líderes estivesse presidindo o Congresso Nacional veríamos as coisas inacreditáveis que estamos vendo e testemunhando, inertes, passivos, omissos e, pior ainda, assistindo a manifestações populares defendendo o absolutamente indefensável? Que Brasil estaremos deixando para as futuras gerações? Só Deus sabe!
ÚLTIMAS
Primeira: A grande pergunta que não quer calar é: por quanto tempo ainda estaremos pagando deputados que fugiram ou decidiram morar no exterior? Ou: por quanto tempo boa parte da população achará “normal” uma aberração legal e jurídica dessas?
Segunda: É nauseabundo que tenham tantos que ainda discutam e queiram “legislar” sobre terras indígenas, sabendo que o Brasil inteirinho era deles e elas lhes foram tomadas à força;
Terceira: E não é que já surgiram centenas, milhares daqueles que defendiam, com unhas e dentes, a “privataria” que, agora, “lamentam muito o sucateamento do sistema ferroviário brasileiro”? Tenho passado por frouxos de riso…só que de nervosismo…;
Quarta: Nessa toada, breve surgirão os que sentirão, na pele ou na pressão, a necessidade de dizer que “deveriam ter pensado melhor ANTES de aprovar e bater palmas para o pedagiamento do Bloco 3”;
Quinta: Sou frontalmente contra a eliminação de várias medidas para se obter a carteira de habilitação. Sim, sei que há milhares de “motoristas” transitando SEM habilitação Brasil afora, colocando em risco pessoas e patrimônios, mas…;
Sexta: É… mas, se tivéssemos mais agentes na fiscalização, equipamentos e medidas mais severas, certamente o número de infratores seria reduzida consideravelmente, independente de haver ou não habilitação normal e legal;
Sexta: A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul quer “abrir a porteira e deixar passar a boiada”. Querem mais 23 cargos de confiança (tiveram 35 em 2024); 27 notebooks; 25 celulares top, com linha e internet de 30 GB; tiveram em 2023, o 13º salário e a “cereja do bolo”: R$ 5.000,00 mensais como “verba de representação”;
Sétima: Respondida qual será a melhor “profissão” a ser escolhida, sendo alfabetizado: vereador de Caxias do Sul. Então, caro jovem, pense seriamente nisso. Espere janeiro chegar, acompanhe as votações da Câmara de Caxias e comece a se preparar para a sua candidatura. Depois, viva feliz e tripudie sobre os pagadores de impostos;
Oitava: E caso essa “epidemia” que é tomar de assalto os cofres públicos vire “pandemia”, bastará prefeitos, governadores e presidente da república inventarem um novo “impostinho” para custear isso tudo, em todo o Brasil. “Facinho”, né?
Nona: Futebol deixo para a semana que vem, pois hoje não há clima para isso.