E o que seria se o BRASIL fosse um menino…
BRASIL, filho de pais separados: mãe adotiva senhora Portugal, pai senhor POVO, já faz séculos, é verdade, que viviam uma relação desgastada, pois embora o senhor POVO a cobrisse de joias e tantas outras coisas, o sentimento de exploração era o que dominava a relação de ambos. O “amor” desfez-se num final épico, com a espada em riste; cortaram os laços, julgados pela história, que registrou ter sido este um caso típico de independência ou morte…
Vencedor o pai nesta batalha, coube-lhe embalar em berço esplêndido o menino BRASIL, isto mesmo, com parcos recursos.
Contudo, trabalhando sempre e exaustivamente, o pai, senhor POVO, jamais negou o que de melhor pudesse ser investido no futuro do pupilo, embora soubesse, sempre foi este gigante pela própria natureza.
Fato é que, não é de hoje, já na sua tenra idade, passando por Salvador, após Rio de Janeiro, no Palácio Guanabara, e, por último, em Brasília, palácios e tapetes vermelhos foram e são pagos pelo suor de seu pai, o senhor POVO, que, historicamente, infelizmente, não tem demostrado indignação quanto ao descontrole de gastos exagerados feitos pelo menino BRASIL, ou melhor, no cuidado dele, uma conta que só cresce… mais que o próprio…
Senhor POVO, pai sempre abnegado, a ponto de idolatrar o menino BRASIL, cantando inclusive em prosa e verso seu amor pelo rebento, “procurou”, assim, no decorrer dos anos, experimentando, de capital para capital (Salvador – Rio de Janeiro – Brasília), qual seria a melhor forma para administrar o desenvolvimento do filho no então chamado Novo Mundo!
Decidiu por último pela República, ao contrário, não se trata daquelas singelas casas de estudantes, mas, sim, incrustrada nos palácios de Brasília, cada qual com seus poderes para melhor nutrir de ordem e progresso o menino BRASIL, tendo por disciplina essencial a DEMOCRACIA, cujas regras de funcionamento estão na “cartilha” chamada CONSTITUIÇÃO, a qual enxerga a todos com igualdade, mas não necessariamente pelos olhos embaçados do pólen dourado do poder de quem deveria seguir exemplarmente seus preceitos.
Ocorre que, na atual República, tal qual numa casa, se houver desmandos, onde os poderes se confundem, muitas vezes pela conveniência do próprio poder, o propósito daquela estrutura não é alcançado e quem sofre é quem paga a conta e cara conta, no caso, o pai, senhor POVO.
Por consequência, o menino BRASIL, puxado de um lado para o outro por diferentes poderes, alguns invisíveis, senão acobertados por capas, mais se sente deixado de lado, daí o seu “crescimento” desordenado, pois não recebe o devido cuidado, eis que não convive num ambiente ideal, cujas glórias do passado por si só não sustentam um futuro de paz, ao contrário e o pior, com exemplos de “valores” cuja história já condenou ao fracasso.
Sendo BRASIL ainda um menino, é de se esperar que espere um presente de NATAL…
Talvez, o seu NATAL seja em outra data, onde o senhor POVO caberá colocar sigilosamente na urna o pedido do menino…
Não é brinquedo, não…Assim acredito e esperamos na sensibilidade e visão do senhor POVO na escolha do presente, se acertando, ambos serão presenteados, pois o menino BRASIL, pelo que se ouve, ele próprio está farto de ser tratado como um brinquedo…tão pouco marionete.
FELIZ NATAL com as bênçãos de JESUS menino!