Quarta-feira, 01 de Julho de 2026

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Refrigerantes diet podem causar mais danos ao fígado do que os açucarados, aponta estudo

Um novo estudo aponta que consumir refrigerantes diet pode representar um risco ainda maior ao fígado do que as versões açucaradas. A pesquisa, conduzida pelo UK Biobank, relacionou as bebidas adoçadas artificialmente ao aumento mais significativo da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEADM), conhecida popularmente como gordura no fígado.

Os resultados foram apresentados durante a UEG Week 2025, realizada em Berlim, na Alemanha. Segundo a autora principal do estudo, Lihe Liu, da Soochow University, na China, “os achados desafiam a percepção comum de que essas bebidas são inofensivas e destacam a necessidade de repensar o papel delas na dieta e na saúde do fígado”.

A DHEADM afeta cerca de 38% da população mundial e é uma das principais causas de cirrose, câncer e mortes relacionadas ao fígado. Hoje, a principal forma de tratamento envolve mudanças no estilo de vida, incluindo alimentação mais saudável.

O estudo acompanhou 123.788 participantes sem doença hepática por cerca de 10 anos. Eles foram divididos em três grupos conforme o consumo diário: nenhum, até uma porção e mais de uma porção. Os resultados indicaram que:

  • O consumo de mais de uma porção diária de bebidas adoçadas artificialmente aumentou o risco de DHEADM em 60%;
  • O consumo de bebidas açucaradas elevou o risco em 50%;
  • Substituir refrigerantes por água reduziu o risco em 15,2% no caso das bebidas diet e em 12,8% nas açucaradas.

Além do risco maior para o desenvolvimento da doença, o consumo frequente de bebidas diet também foi associado a desfechos hepáticos mais graves, enquanto o mesmo não foi observado com as açucaradas.

De acordo com Liu, o açúcar das bebidas comuns provoca picos de glicose e insulina, favorecendo o acúmulo de gordura no fígado. Já as versões adoçadas artificialmente podem alterar o microbioma intestinal, aumentar o desejo por doces e estimular a secreção de insulina, contribuindo para o problema.

O estudo reforça a recomendação de que, como hábito diário, a melhor opção para a saúde hepática continua sendo a água.

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