MINHA VOLTA AO TACCHINI

Voltei ao Tacchini, depois de ter estado lá para monitoramento da “máquina”. Desta vez para visitar familiar, hospitalização derivada de cirurgia. Na hora do “cara-crachá” tudo bem, atendimento eficiente, na hora da entrada eu, babaca, não sabia se eu usava “a cara” ou “o crachá”, usei os dois e funcionou, não sou bom nessas coisas. Ao chegar ao elevador uma senhora observava e me perguntou “o senhor vai usar o elevador?” diante da resposta do sim ela emendou “pode me dar carona?” depois do sim, lá fomos nós para o mesmo andar, o 5º. No caminho do apto, ao corredor, uma fila de inúmeros carrinhos de atendimento, tipo aqueles carros de autoescola enfileirados na Avenida Costa e Silva. Entrei no apartamento e o familiar me solicitou a gentileza de ir apanhar seus pertences no armário 505 do segundo andar, pois a chave não tinha ficado com ela. Fui, a sala de esperava estava repleta, entendi que aquela era a “sala da paciência”, todos sentadinhos, silenciosos, como se estivessem voando num avião da classe econômica, sem piloto pois a atendente não estava (lanche? Banheiro? troca de turno?), demorou para chegar, eu sentei e, esperei, esperei, esperei e, resignado, adotei a diplomática postura do “volto depois”. Passados 60 minutos, voltei e ela estava lá, foi muito atenciosa, dinâmica, eu falei “preciso de tua ajuda, abrir o armário 505, apanhar pertences, familiar meu fez cirurgia e a chave ficou não sei onde e não sei com quem. Solícita, ela foi resolver o assunto, na porta divisória ficou uma fresta e, por ela, eu espiei o desenrolar da operação “abertura do armário” como a polícia faz quando executa alguma tarefa “fora do convencional”. Me descuidei e não sei como conseguiram abrir aquele armário “pensei numa chave geral, numa chave de fenda, dinamite não foi utilizado”. Quando o armário foi aberto os pertences que entulhavam seu interior caíram sobre meus braços, minha cabeça, minhas pernas. Recomposto, sai porta afora, passei pelos resignados “passageiros do Boeing”, e me fui, até o 5º andar, local do “despejo”. Dai a pouco apareceu uma menina, “simpatia em pessoa”, e fez a pergunta mortal “vocês encontraram a chave?”. O silêncio também foi mortal e ela “vazou”. Bem, visita feita, voltei ao elevador e outra senhora estava à espera dele, ela me olhou e falou “o senhor vai descer?” eu falei “sim” e ela disse “posso ir junto?”, “claro” eu respondi eu ia, não lembro porque “de volta ao segundo andar”, quando cheguei lá eu falei “a porta vai fechar quando ela abrir de novo a senhora desce pois vai estar na recepção”. Quando a porta começou a fechar ela ficou apavorada então eu entrei e levei ela ao primeiro andar, que é a saída, porém quando a porta do elevador abre na tua frente tem uma parede e se tivesse nela uma placa “saída” ajudaria muito assim como ajudam aquelas placas “saída” quando tu entra naquele “labirinto” que são as salas do andar “SS” (subsolo) onde são feitos os exames de imagem e onde, depois de tantas placas “saída” você tem que apertar um botão para poder sair pela “porta final”. Bem eu estava dizendo a vocês que levei a senhora até a “saída” no 1º andar e voltei para o segundo, agora lembro porque, foi para agradecer a ajuda que tive para abrir o “cofre” 505. Bem, tudo resolvido? Não tudo, quando cheguei no portão de saída eis que encontro uma outra senhora, ela não tinha registrado a cara e nem o crachá, então, como sair? Eu ensinei falando “aquela menina vai entrar, quando o portão abrir a senhora sai rápido antes que feche”. A menina entrou, o portão abriu e eu falei “saia”, ela hesitou eu dei um empurrãozinho e ela foi “como um passarinho fugindo da gaiola”. Aprendi essa num metrô de Paris, quando o portão abria, não passava um, passava três e mais dois pulavam por cima, planejamento estratégico da “turma do bairro”. A recepcionista? Olhava tudo atrás do balcão, pacientemente, e fiel ao princípio “sem cara-crachá, quem tá fora não entra e quem tá dentro não sai”. Com o meu eu consegui sair, fui até o bar do Gera e bradei “dá um suco de morango aí, sem açúcar”. “Eu mereço”, pensei! Aliviado, fui pra casa e, ao esvaziar os bolsos deparei com o meu “cara-crachá”, tinha esquecido de devolver. No domingo, às 11h30, quando voltei para um exame de ressonância, devolvi. Hoje é quinta, estou ansioso para receber o resultado, dependendo dele volto a tomar meu copo diário de vinho, segundo os ditames de meu cardiologista “já que tu vai tomar, toma vinho bom”. Resumindo a ópera: penso que Deus deve ter me enviado uma mensagem subliminar “antes de vir a mim, tenta o Tacchini, ele pode adiar tua viagem, e valoriza sempre a dadiva da assistência que ele pode dar”. Mesmo que ao visitá-lo ele te traga angústias, medo de elevador, dúvidas, incertezas, desaparecimento de chaves, olhe as coisas pelo lado bom, como é bela a vida lá fora e, ao sair, saia cantando “parara tibum parara timbum, pra casa agora eu vou”. Pense nas pessoas que entram nele e demoram pra sair ou nem saem mais, mesmo diante do esforço coletivo de pessoas que se doam, com sacrifício físico e mental, pelo bem do que ali aportam.

A CRISE FINANCEIRA

O brasileiro ficou meio que apavorado com a noticia de que o Banco do Brasil iria fechar com a tarifação do Presidente americano, e outras inseguranças decorrentes. Com isso a poupança teve, em setembro, uma retirada liquida de 15 bilhões de reais, diferença entre o que foi depositado e o que foi retirado. A pergunta é: para onde foi todo esse dinheiro retirado da poupança? E mais: quais as medidas que, efetivamente estão sendo tomadas para minimizar o sufoco da família brasileira? Tem mais: a dívida Pública Federal alcançou 8,14 trilhões em agosto, ou seja, 38 mil reais por pessoa, desde que Lula assumiu, é só informação, a dívida aumentou cerca de 10 mil reais por pessoa. Como resolver isso? Aumento de impostos ou redução de despesas? Aumento de impostos inclusive para suportar o aumento de 390% (3,9 bilhões) do Fundão, que vai abastecer, em 2026, a campanha eleitoral de Deputados e Senadores em todo o país, com o dinheiro público.

O Benedeto PLANVALE

O Augusto Vinicius Tomasi, responsável pelo PLANVALE, afirmou que três audiências públicas já foram feitas para analisar o plano que visa “organizar regras para ocupações, edificações e atividades, dando segurança jurídica a moradores e investidores”. Quem eu acho deveria também estar cuidando disso era o Prefeito, mas parece, eu disse parece, que ele “terceirizou” esta responsabilidade. Por outro lado, as audiências públicas levadas a efeito, tem vícios de origem, se eu não fiquei sabendo sobre elas, acho que pouca gente ficou sabendo é só fazer uma pesquisa, de cada dez pessoas talvez uma tenha ficado sabendo de sua realização. Sendo assim cabe a pergunta: qual a dimensão que deve ter uma audiência pública, pequena, média ou grande? A segunda: porque o Prefeito não conduz, se é que não está conduzindo, esse processo, o VALE e seu destino não é tão importante, pra Bento, como o Bolsa Família? Eu queria entender melhor esse processo que parece estar envolto nas “nuvens nebulosas das redes sociais”.

CURTAS E PODEROSAS

  • Eta sapato apertado esse do povo brasileiro. A cada dia que passa, cada vez mais endividado. Inadimplência subiu para 30,5% em setembro apontou a Confederação Nacional do Comércio e Bens, Serviços e Turismo, maior patamar na história iniciada em 2010. 13% das famílias brasileiras estão afirmando que não tem condições de pagar as contas em atraso.
  • São em torno de 20 mil as vítimas das enchentes de 2024 no RS que ainda continuam na fila por moradia.
  • O GRUPO MADEM (Garibaldi) anunciando nova planta na ESPANHA, já estava nos ESTADOS UNIDOS e em DUBAI. A nova unidade terá área total de 25.000m2 com 15.000m2 de área construída, projetada para integrar processos modernos, equipamentos de última geração e rígidos padrões de qualidade.
  • PREFEITO DIOGO fez uma LIVE com o povo lotando a Praça de São Bento, uma espécie de “DOMINGO NA PRAÇA”. Imaginem se tivéssemos um PARQUE PÚBLICO, por enquanto é só PARQUE DE EVENTOS, mas, vamos chegar lá!
  • Agora, os hóspedes passam a ter direito garantido de 24 horas completas em hotéis e pousadas, o período de até 3 horas para limpeza pode ser recusado pelo cliente. Estava na hora de ser assim, preconiza-se, com isso, uma revolução do turismo no Brasil.
  • A bióloga carioca brasileira Flávia Vasconcelos, 36 anos foi atropelada e morreu numa faixa de pedestres em Lisboa, Portugal. Isso está se tornando uma constante lá e cá e, no cá eu incluo Bento onde é preciso olhos muito abertos ao atravessar porque o fluxo de veículos é grande e o desrespeito e intolerância andam soltos.
  • Até domingo, em Marau, a 19º edição da EXPOMARAU com 300 expositores e expectativa da presença de 130 mil pessoas. Marau tem hoje uma estimativa de 46.600 habitantes e o positivismo do município se deve muito a FAMÍLIA TURRA.