Guilherme Selister, conhecido como o “golpista do Tinder”, foi condenado a 5 anos, 5 meses e 5 dias de prisão em regime semiaberto pelo crime de estelionato continuado, após enganar mulheres no Rio Grande do Sul. A decisão do Juizado da Violência Doméstica de Caxias do Sul também determina a devolução de R$ 360 mil às vítimas, valor atualizado com juros e correção monetária.
Selister se passava por médico, militar, nutricionista e engenheiro para conquistar mulheres e, em seguida, inventava doenças e situações de emergência para obter dinheiro. Entre os golpes, chegou a forjar a necessidade de uma cirurgia cerebral urgente, usando documentos falsos e a identidade de um falso neurologista para dar veracidade à farsa.
O juiz Luiz Felipe Lemos Almeida reconheceu formalmente cinco vítimas na ação, embora haja relatos de ao menos 12 mulheres afetadas. Também foram citados um casal de empresários e um jornalista que teria sido ameaçado após denunciar o esquema.
Na sentença, o magistrado destacou a “crueza e o engano” da conduta de Selister, que explorou a vulnerabilidade emocional das vítimas para aplicar os golpes, mantendo relacionamentos fictícios e utilizando histórias de sofrimento pessoal e doenças graves para obter vantagens financeiras.
A condenação encerra judicialmente um caso que ganhou grande repercussão no Estado, evidenciando os riscos de fraudes afetivas em aplicativos de relacionamento.