DE VISITAS E MIMOS I
Esses dias, da janela do meu quarto, no limoeiro centenário, onde o cantar dos pássaros são meu despertador às cinco da manhã, vislumbrei um casal de pombinhos juntos e solidários, um catava os piolhos do outro. Como seria bom se os seres humanos tivessem um comportamento como os animais, livre, puro, solto, solidário, respeitoso. Penso que eu seja um tipo diferenciado, me gosto e, por me gostar, eu gosto das pessoas, não acho que alguém possa gostar de alguém sem que se goste, não daquele gostar do espelho, mas do gostar de como é, de como pensa, de seu intelecto, de seu saber, de como tem a superioridade de ver as coisas sempre pelo lado bom “mesmo que as pessoas que te rodeiam tenha piolhos pra catar”. Gosto das pessoas e, diante do que sou, agrego princípios como “problema nasce morto”, “olhe as coisas pelo lado bom, tudo tem um lado bom, nada brota por acaso”, “pensou em fazer, faça, faça logo”, “mate um leão por vez”, “seja produtivo, um dia na vida tem que representar muito”, “viaje, viaje bastante, se puder, mas não viaje só para ver museus, apenas coisas belas, converse com as pessoas, saibam como vivem, o que pensam e colham delas ensinamentos que te façam melhor, isso equivale a uma Faculdade”. “Se puder, escreva um livro, pode ser um diário para seus descendentes lerem no futuro, plante árvores, flores, aprecie o belo que brota daí, você se sentirá leve, pleno, seguro e conectado com o que há de mais precioso, a natureza”. “Não desperdice a chance de pensar na sua cidade, lute e contribua pelas coisas que ela precisa, seja um líder, semeie exemplos”. “Pense dez vezes antes de falar e reflita o tempo necessário antes de tomar decisões”. “Valorize os líderes comunitários, e também quem, gratuitamente, trabalha para o bem comum, são pessoas valiosas que se expõe, que jogam seus conceitos pessoais em meio a conceitos coletivos, o que é complexo e exige coragem, cuja moeda de troca é a compreensão e apoio. Antes de criticar vá e faça melhor, não ultrapasse o limite da crítica construtiva”. “Não se preocupe com o que vem de lá, não tenha medo de contestações, se preocupe com o que você tem a vender, trate de vender coisas boas, construtivas, fundamentadas, não deposite olhar a postura de invejas ou políticas, lembre que o homem é um ser político por natureza e, quando abre a boca se torna um líder, trate de não ser um líder negativo, ai você semeia exemplos positivos, faz brotar seguidores, renovação de lideranças é do que mais precisamos”.
DE VISITAS E MIMOS II
Quando eu era guri o Natal tinha um duplo significado: ao passar as casas da vizinhança e desejar FELIZ NATAL, eu recebia umas moedinhas, de dez centavos algumas de valor maior, mas não importava, a partir daquele momento eu via aquela vizinha ou vizinho com outros olhos, pelo gesto, de carinho, de simpatia, mesmo diante do “MAS QUANTA HONRA O NETO DO HENRIQUE CAPRARA (eu sou Henrique Alfredo, nome dos meus dois avós) VIR ME DESEJAR FELIZ NATAL!”; de outro lado meus presentinhos de Natal era um caminhãozinho de madeira, uns ovos de galinha coloridos, mas eu gostava mesmo era do presépio, de colher barba de bode, do JESUS BAMBINO, dos Reis Magos, porque será que eu gostava dos Reis Magos? Na Páscoa, na festa da comunidade, o sentimento era igual, via coisas diferentes, significados diferentes, eu até me “apaixonei”, aos três anos, quando estava no MATERNAL, pela Profe. Carmem Bertochi, que lecionava no primeiro ano, não a trocaria hoje pela VIRGINIA do VINY JUNIOR, nem pela MARQUEZINE, agora não sei de quem, eu já era mesmo um DIFERENCIADO, como poderia ser DIFERENTE hoje? Vejam, o que me aconteceu quando bebê. Minha mãe não tinha leite, sem imunidade o médico disse que pouco poderia fazer. A notícia ecoou pelo BARRACÃOCITY, “el RIQUINHO (meu codinome), le mal chapa!”. Foi então o que aconteceu, uma vizinha, chegou para minha mãe e disse “dá pra mim esse guri que eu curo ele”. Entre as expressões filosóficas da imigração tinha o “mai creder!”, mas minha mãe acreditou, a ama de leite era solteira, tinha um monte de leite nas volumosas tetas, minha mãe me entregava às 8h e me recolhia de volta às 18h, isso por 30 dias, no final, eu que era parecido com um derivado do campo de concentração de AWCHIWITZ, passei a ser parecido com o BOB ESPONJA. Aquela graciosa menina moça de idade prolongada, cumpriu a missão que Deus lhe dera: “SALVAR O RIQUINHO”. E fui salvo, com um pequeno “inconveninente”, como o leite não era semidesnatado, eu luto até hoje contra o peso. Olhando a coisa pelo lado bom concluo que DEUS GOSTA DE MIM, enviou até uma pastora sem filhos, mas com leite, para me salvar. Devo dizer, concluindo, que vim do Barracão para a City “turbinado”, sábio pelos ensinamentos do meu avô, e seguro em meio ao carinho, proteção e amor familiar.
DE VISITAS E MIMOS III
Sendo assim, formatado do jeito que eu fui, vou falar mais sobre isso mais adiante, gosto de receber as pessoas, e quando as recebo, meus papos são voltados para o bem querer dentro dos preceitos e princípios que enumerei acima e que moldam nossas conversas. De vez em quando recebo flores do casal Dolmires e Odila Bavaresco Lunardi, copos de leite como minha mãe plantava e gostava, vejam como são essas coisas da espiritualidade; recebi mimos de visitas que acolhi, das mãos de Eduardo Caleffi e Caroline de Borba, ele Diretor do SEST-SENAT, ela Coordenadora; do BENTO+20, cuja diretoria esteve aqui liderada pelo seu Presidente ROBERTO MEGGIOLARO JUNIOR; recebi mimo enviado pela RINALDI, pelas mãos de JANA NALIN; recebi livros, da autoria de LEONIR RAZADOR e pelas mãos dele, obras inspiradoras; através da TEODÔ MARKETING DIGITAL recebi uma interessante obra da Monise Teles, MARKETING MÉDICO, que deveria estar em mãos de todos os jovens médicos; do ANTÔNIO LONGO, que será sempre inolvidável PRESIDENTE DA AGAS, pela visão empresarial, cordialidade, espírito fraterno e solidário, recebi a rica e valiosa obra UM LEGADO CONSTRUÍDO A MUITAS MÃOS, que retrata sua gestão a testa da Entidade de 2003 a 2025; da querida amiga ELAINE MICHELON recebi um espumante com rótulo personalizado MOYSÉS LUIZ MICHELON.

O ROMANTISMO EM FORMA DE PIANO
37ª Audição de Piano, com alunos e convidados da Escola das Professoras Leila Tomedi Pillotti e Regina Althaus Motta, cenário os Salões de Festas do Clube Aliança, completamente ocupado por pessoas prestigiando, filhos, netos, afilhados, pessoas do bem querer. Das notas musicais brotaram cultura através da música e, sons poéticos de encantamento. Numa das apresentações, como convidada, minha neta Luiza Caprara Cavallini, já menina mulher mas cheia de encantos poéticos ao tocar NUVOLE BIANCHE, de Ludovico Einaudi, que transportou minha mente aos JARDINS DE GIVERNY, de Claude Monet, para o TEATRO ROMANO de Taormina na Sicília, para a ARENA de Verona, uma viagem virtual que emanou romantismo. Nesta quarta estarei no ARAÚJO VIANNA, em Porto Alegre, assistindo à apresentação do IL VOLO, o trio de tenores mais famoso do mundo, acostumado a se apresentar em locais que chegam a reunir 150 mil pessoas. PIERO, IGNAZIO e GIANLUCA, jovens tenores italianos, encantam com sua musicalidade romântica, vão se apresentar para 3 mil pessoas, ingressos esgotados há muitos meses.

SABRAGE COLETIVO EM GARIBALDI
Esse negócio de abrir garrafas de espumante com um SABRE de samurai é um charme que envolve a nossa vinicultura e seus encantos. Quando a influencer IVANE FÁVERO era Secretária de Turismo de Bento ganhei dela um SABRE no qual está escrito: “BENTO, PURA INSPIRAÇÃO”. A valiosa peça promocional, era distribuída a visitantes ilustres autoridades em visitas fora de Bento. O impulsivo e criativo, Prefeito de Garibaldi, Sérgio Chesini, “roubou” a ideia promocional de Bento, perdida no tempo de Prefeito em Prefeito, e a superdimensionou na FENACHAMP que iniciou nesta quinta. O SABRAGE COLETIVO vai reunir 269 participantes inscritos, uma nuvem de gargalos de espumantes cobrirá o céu do Pavilhão, é possível que também voem alguns sabres e fiquem os gargalos nas garrafas. Aqui no Jornal fizemos um ensaio com o meu Sabre, figurante o RÉGIS GENEHR, mas ficou no ensaio pois a integridade da garrafa e seu valioso conteúdo “precisava ser preservado”, eu prefiro tomar o espumante e brincar de Samurai com o Sabre. Quanto ao transbordo do Sabre promocional de Bento para Garibaldi, se meu avô conhecesse o Prefeito Sérgio diria “su co le reche quel lá le furbo”, Bento cria e não cultiva os outros copiam e cultivam nossas ideias abandonadas, criadas por LURDES FELLINI, IVANE FÁVERO e pelo JOVINO NOLASCO. Nos bancos escolares se dizia “QUEM FOI PRO AR PERDEU O LUGAR”. Tem mais uma ideia que brotou ao lado do SABRE, a do Livro ESTE CHÃO É BENTO, obra fantástica que deve ser reeditada, e sobre a qual falarei mais adiante.
