Levantamento será feito por telefone até 19 de dezembro com moradores de 133 municípios atingidos
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou em setembro a Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS). O levantamento busca compreender os efeitos da tragédia climática sobre a população atingida. A coleta de informações será feita exclusivamente por telefone até o dia 19 de dezembro, pelo número (21) 2142-0123.
A pesquisa, de caráter experimental, será aplicada em mais de 30 mil domicílios de 133 municípios gaúchos. A operação conta com cerca de 100 agentes de coleta do Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador (CETAC) e marca a primeira vez que o IBGE realiza uma pesquisa domiciliar inteiramente por telefone.
Segundo o Instituto, a PEERS será dividida em duas etapas: a primeira voltada a avaliar os impactos imediatos das enchentes ocorridas entre abril e maio de 2024; e a segunda, a analisar como está a vida das famílias um ano depois. Os resultados estão previstos para serem divulgados no primeiro semestre de 2026.
Entre os objetivos do levantamento estão identificar danos sofridos e seu grau de gravidade, levantar características socioeconômicas da população afetada, mapear os tipos de suporte recebidos e avaliar as condições de vida das famílias após a tragédia.
Para organizar a coleta, o IBGE dividiu o Rio Grande do Sul em sete regiões, e os moradores de cada área serão contatados em períodos diferentes.
Como confirmar a identidade dos entrevistadores
As ligações serão feitas a partir do número (21) 2142-0123. Para verificar a identidade do agente, o morador pode ligar para o 0800 721 8181 ou enviar mensagem para o e-mail peers@ibge.gov.br. Por esses canais também é possível agendar a entrevista, informando nome e endereço de recebimento da carta de participação.
Podem responder à pesquisa pessoas com 14 anos ou mais que estavam no domicílio durante o período das enchentes.
Com a PEERS, o IBGE pretende reunir informações que ajudem não apenas a compreender os efeitos da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, mas também a subsidiar políticas públicas de prevenção e resposta a desastres em todo o país.
Foto: Alan Mendonça Furtado/Margs