A Corsan de Bento Gonçalves convidou a imprensa para apresentar e explicar as obras do esgotamento sanitário que estão sendo realizadas no município. A visita, guiada pelo superintendente Regional de Relações Institucionais da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), Lutero Cassol, teve como objetivo mostrar o andamento da instalação das novas tubulações e esclarecer o impacto do projeto para a comunidade.

Arroio Barracão e os benefícios para a população
A obra, com um prazo de 18 meses, elevará a taxa de coleta e tratamento de esgoto da cidade de 6% para 22%. Segundo Cassol, a escolha de começar pela bacia do Arroio Barracão foi estratégica. “Estamos tratando a água que entra à montante da nossa captação, ou seja, estamos qualificando a água que captamos para tratar e distribuir para a comunidade de Bento Gonçalves”, explica.
Os bairros beneficiados com a nova infraestrutura são: Santa Marta, Santa Helena, Santo Antão, Botafogo, Imigrante e Fátima. O investimento, de aproximadamente R$ 30 milhões, inclui a instalação de 72 quilômetros de tubulação, que atenderão cerca de nove mil imóveis. A obra está dividida em frentes de serviço. As equipes fazem todo o processo de abertura de valas, colocação de tubos até a finalização da repavimentação.

Investimento em saúde e qualidade de vida
Cassol reforça que o projeto vai além da simples coleta de esgoto. “Cada real investido no tratamento de esgoto, nós economizamos na saúde, no posto de saúde, em torno de 4 reais”, destaca o superintendente. A medida, além de valorizar os imóveis e melhorar a qualidade de vida, impacta diretamente na saúde pública, garantindo que a água distribuída para a população tenha mais qualidade.
A meta, segundo Cassol, é atingir 45% de esgoto tratado até 2028 e chegar a 90% até 2033. “Essa estação do Barracão, mais a do Buratti, contempla o tratamento de esgoto de Bento. O que ficará sem tratamento é apenas os 10% permitidos, já que temos toda a bacia do outro lado, que é do Vinhedos”, frisa.

Custo para a população
O superintendente esclareceu que a fatura de esgoto não é um aumento na conta de água, mas, sim, a cobrança por um serviço adicional e independente, baseado no volume consumido. Cassol detalhou o cálculo de forma mais explicativa: “Em uma fatura de R$150, aproximadamente R$50 correspondem à tarifa básica e demais taxas. Sobre os R$100 restantes de consumo de água, aplicam-se 70% para o esgoto, ou seja, R$70”, informa.
Ele também exemplificou a regra para o uso das novas tubulações: “O que pode ser ligado nesse tubo é somente o esgoto cloacal. O restante, como calha ou a água da calçada, não pode ser interligado”, esclarece.

Diálogo com a comunidade
O superintendente menciona que, antes do início das obras, a Corsan conta com a responsabilidade social, uma equipe específica que passa de casa em casa para explicar o projeto que será realizado na região. “Elas vão até as residências e explicam aos moradores tudo o que vai acontecer na rua delas. Falam sobre a importância, esclarecem os valores, e deixam a população ciente de tudo”, confirma.
Jociele Rodrigues Motta, analista de responsabilidade social, conta que em geral a recepção dos moradores é boa, apreciam o fato das equipes da Corsan visitarem suas casas antes da obra chegar, se sentem respeitados e acolhem com atenção as orientações que a equipe repassa, tais como: fechar portas e janelas para evitar a entrada de ruídos e poeira gerados pela execução das obras, deixar os pets dentro de casa no dia em que a obra passar para evitar acidentes, ter cuidado redobrado com crianças, para que não se aproximem da obra, já que para executar uma rede de esgoto, utiliza-se maquinário pesado, retroescavadeiras, caminhões e avisar sobre a possibilidade de haver fechamento total do trecho para que os moradores se organizem previamente com relação a entrada e saída de veículos de suas casas. Além disso, nessas visitas a responsabilidade social também informa que quando a rede que está em construção estiver pronta, será necessário o morador providenciar a ligação do seu esgoto ao sistema de esgotamento sanitário, para que o serviço de coleta e tratamento possa ser prestado.
As visitas às casas são realizadas três vezes durante a obra. “Primeiro, a gente passa antes da obra começar, que chamamos de pré-obra, para avisar que ela passará naquele trecho e repassam orientações sobre os cuidados a serem tomados. Depois a gente faz o acompanhamento da obra, enquanto ela está fluindo. E depois, há o pós-obra para ver se tudo ficou correto e se não sobrou material na rua, evitando, com isso, gerar problemas e desconfortos aos moradores”, finaliza Jociele.