A 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decidiu, nesta terça-feira, 26, reduzir as penas dos quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss, ocorrido em 2013, em Santa Maria.

As penas, que variavam entre 18 e 22 anos de reclusão, foram redimensionadas e agora passam a ser de 11 a 12 anos. A decisão atendeu parcialmente aos pedidos das defesas dos réus — os sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr (Kiko) e Mauro Londero Hoffmann, além do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e do ajudante da banda, Luciano Bonilha Leão.

A relatora do caso, desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch, acatou os recursos e recalculou a dosimetria das penas definidas no júri popular de dezembro de 2022. No entanto, afastou a tese das defesas de que a decisão dos jurados teria sido contrária às provas apresentadas no processo.

Durante o julgamento, a procuradora de Justiça Irene Soares Quadros representou o Ministério Público e se manifestou contra os pedidos de redução. Ela destacou a culpabilidade dos réus, o sofrimento das vítimas e sobreviventes, além das consequências do caso para familiares e para a cidade de Santa Maria.

Foto: Reprodução/Juliano Verardi