Na manhã de hoje, 5, um grave acidente de trânsito envolvendo um carro e uma van deixou 13 pessoas feridas no km 224 da BR-470, entre os municípios de Bento Gonçalves e Garibaldi. A colisão ocorreu durante o horário de pico, por volta das 6h, e mobilizou equipes de resgate, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros da região.
O veículo GM/Prisma com placas de Barão, conduzido por um homem de 52 anos, natural de Bento Gonçalves e com dois passageiros a bordo, seguia no sentido Bento Gonçalves–Garibaldi quando, colidiu lateralmente no mesmo sentido com um caminhão emplacado em São Francisco de Paula.
Com o impacto, o Prisma invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com uma van com placas de Garibaldi, conduzida por um homem de 69 anos, natural de Garibaldi, que transportava outros nove passageiros. Após a colisão frontal, o Prisma foi arremessado de volta contra o caminhão, colidindo novamente com o mesmo.
Os ocupantes do Prisma e da van sofreram ferimentos. Segundo informações da PRF, os feridos foram encaminhados para hospitais de Bento Gonçalves e cidades vizinhas. Três pessoas ficaram em estado grave. O condutor do caminhão, de 55 anos, natural de Caxias do Sul, não se feriu.
Segundo o policial rodoviário federal Gustavo Teixeira, todos os motoristas envolvidos realizaram o teste do etilômetro, com resultado negativo para consumo de álcool.
Para Inajara Figueiroa, moradora do bairro Fátima e auxiliar de segurança da vinícola Chandon, que presenciou o movimento no local do acidente, a situação é reflexo da falta de infraestrutura e sinalização adequada na rodovia. “Costuma acontecer muitos acidentes. Tem que ter uma sinalização mais específica, aquelas placas ali as pessoas não entendem”, comentou a auxiliar, que diariamente circula pelo trecho para ir ao trabalho.
Ela ainda destaca que o excesso de velocidade também é comum na área. “Abusam bastante, não respeitam os limites”, afirma.
A moradora relata que, embora já tenha presenciado outras ocorrências, a de hoje foi a que mais a impactou. O número elevado de feridos e a gravidade da colisão marcaram a manhã de quem passava pelo local. “Esse de hoje me marcou. Foram 13 pessoas e três bem graves” lamenta.
Sobre a resposta dos serviços de emergência, Inajara relata que houve uma certa demora inicial. “Eu cheguei aqui e não tinha chegado ninguém ainda da emergência. Levou em torno de 10 minutos para chegarem. Quando vim, não tinha ninguém da polícia”, relata.
O trânsito ficou completamente parado no trecho e impactou a rotina dos moradores e trabalhadores da região.“Afetou muito, o trânsito parou totalmente. O pessoal chegou atrasado no trabalho”, diz.
Questionada sobre o que poderia ser feito para evitar novas tragédias, a auxiliar de segurança defende melhorias na sinalização. “Acho que não tem uma sinalização clara. As placas que tem ali as pessoas não entendem. Tem que ter algo maior, que diga o que é para fazer. As pessoas tentam fazer retorno onde não pode”, reforça.