O Rio Grande do Sul registrou, em 2025, o maior número de hospitalizações e mortes por influenza desde o início da série histórica, iniciada após a pandemia de H1N1, em 2011. Os dados, contabilizados até o dia 22 de julho, apontam para um crescimento expressivo da doença no Estado e superam todos os anos anteriores, inclusive 2024, até então o pior cenário.
Neste ano, foram 2.795 hospitalizações e 451 mortes por gripe, contra 2.328 internações e 289 óbitos em 2024 — um aumento de 20% nos casos e 56% nas mortes, de um ano para o outro.
Comparativo com o ano inicial da série histórica
Desde que o monitoramento foi iniciado, em 2011, o avanço é ainda mais expressivo. Naquele ano, o Rio Grande do Sul havia registrado:
- 267 hospitalizações
- 14 óbitos
Em relação a esse período, os números de 2025 representam:
- Aumento de 946% nas hospitalizações
- Crescimento de 3.121% nas mortes
Vacinação abaixo do ideal
O avanço da gripe no Estado ocorre em um cenário de baixa adesão à vacina. A cobertura vacinal está longe da meta estabelecida pelas autoridades de saúde, o que contribui para a elevação dos casos graves e das mortes. Especialistas alertam que a vacinação é a principal medida preventiva para conter o avanço do vírus e reduzir complicações, especialmente em grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades.
A alta nos números também reacende o alerta sobre a importância da vigilância epidemiológica, da atualização das campanhas públicas de saúde e da conscientização da população sobre a gravidade da influenza.