A conta de luz dos brasileiros ficará mais pesada a partir deste mês. A chegada do frio, que naturalmente eleva o consumo de energia, se soma à decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de ativar a bandeira tarifária vermelha patamar 1. Essa medida implica uma cobrança adicional nas contas de energia em todo o país.
Fatores climáticos
A ANEEL justificou a decisão pelas condições climáticas desfavoráveis, caracterizadas por menos chuva, reservatórios mais vazios e o fim do período úmido no Brasil. Essa situação impacta diretamente a geração de energia pelas hidrelétricas, que são as fontes mais baratas e sustentáveis. Com a queda na geração hídrica, o sistema é obrigado a acionar usinas termelétricas, que possuem um custo de operação mais elevado.
Com a nova sinalização, o valor extra cobrado a cada 100 kWh consumidos salta de R$ 1,885 (vigente em maio, sob bandeira amarela) para R$ 4,463. Este é o maior valor de bandeira tarifária registrado em 2025 até o momento.
Entenda
Criado há uma década, em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo tornar mais transparente o custo da energia no país. As cores das bandeiras indicam se o fornecimento de energia está mais caro ou mais barato em determinado período, de acordo com as condições climáticas e de geração.
•Bandeira verde: indica condições favoráveis de geração, sem cobrança extra na conta de luz;
•Bandeira amarela: sinaliza que a geração de energia está mais cara, com um acréscimo de R$1,88 a cada 100 kWh consumidos;
•Bandeira vermelha patamar 1: aponta um custo adicional de R$4,46 por 100 kWh. É o patamar ativado neste mês de junho;
•Bandeira vermelha patamar 2: representa o cenário mais crítico, com um acréscimo de R$7,87 por 100 kWh.
Por que a conta de energia aumenta?
O principal motivo para a elevação no valor da conta de energia é a redução das chuvas, que compromete diretamente o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Como o Brasil depende majoritariamente dessa fonte, a baixa no volume de água força o acionamento de usinas termelétricas, que são significativamente mais caras para operar. O volume de água que chega aos reservatórios, conhecido como afluência, está abaixo do esperado para o período, comprometendo a geração hidrelétrica e encarecendo o fornecimento de energia para o consumidor.