Um homem de 59 anos, servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), é investigado por suspeita de fazer apologia ao nazismo em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. A investigação teve início após o investigado participar de uma live com outros funcionários públicos, na qual ele teria feito gestos em referência a ideais de supremacia branca. O caso gerou grande repercussão, principalmente pelo envolvimento de um servidor público em atividades de apologia a ideologias extremistas.

Na quinta-feira, 6 de março, uma ordem judicial de busca e apreensão foi cumprida na residência do suspeito, localizada na área central de Santa Maria. A operação foi realizada pela Delegacia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância (DPCOI) da Polícia Civil, com apoio de uma equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP). Durante a diligência, foram apreendidos dois celulares, além de vários itens com conotação nazista, como pingentes com suásticas, bonecos da Ku Klux Klan, uma máscara de gás e um capacete militar, todos materiais relacionados à Segunda Guerra Mundial.

A investigação sobre o servidor teve início a partir da participação dele em uma live, na qual ele teria feito gestos com as mãos associados à supremacia branca. Segundo a delegada Débora Aparecida Dias, que liderou a ação, será feita a extração de dados dos celulares apreendidos para verificar se há vínculos do suspeito com grupos extremistas e supremacistas. “Há indicativos de uma predileção do suspeito por ideologias racistas. No entanto, a investigação ainda está em fase inicial. É preciso analisar as apreensões em conjunto, ao longo da instrução do inquérito, antes de qualquer conclusão. Não descartamos nenhuma hipótese”, afirmou a delegada.

Fepam se manifesta sobre o caso

A Fepam, por meio de nota, se manifestou sobre a situação, ressaltando que está ciente dos fatos desde a abertura da notícia-crime e colaborando com as investigações da Polícia Civil. “Antes da ação de busca e apreensão, já havia sido instaurado um Processo Disciplinar Administrativo (PAD) para apurar a conduta do servidor e aplicar as penalidades cabíveis, em âmbito administrativo”, informou a instituição. A Fepam também reforçou seu compromisso com os preceitos constitucionais, especialmente a defesa do meio ambiente, e condenou veementemente qualquer forma de discriminação.

A investigação continua em andamento, e a Polícia Civil segue em busca de mais informações que possam confirmar ou refutar a suspeita de que o servidor tenha ligações com grupos supremacistas. A apuração do caso promete trazer novos desdobramentos, principalmente no que diz respeito à possível implicação de ideologias extremistas em sua conduta.

A ação também reforça a necessidade de monitoramento rigoroso sobre os comportamentos de servidores públicos, garantindo que profissionais em cargos públicos sigam princípios éticos e respeitem as leis, sem promover discursos de ódio ou discriminação.

Foto: Polícia Civil / Divulgação