Com a intensificação da onda de calor no Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Professores Estaduais (CPERS) pressiona a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) pela suspensão imediata das aulas presenciais. A medida visa proteger a comunidade escolar das temperaturas extremas, que podem atingir os 40°C.

O sindicato protocolou um pedido formal exigindo a interrupção das atividades nos dias 25 e 26 de fevereiro, período em que o calor deve ser mais intenso. Além disso, o CPERS solicitou uma reunião urgente com a Seduc para discutir soluções para as precárias condições das escolas, que agravam os riscos à saúde dos alunos e professores durante o calor extremo.

A Seduc confirmou o recebimento do ofício e agendou uma reunião com o sindicato para esta semana. Em resposta à situação, a secretaria emitiu orientações às escolas, recomendando:

  • Flexibilização de horários: Antecipar ou adiar a entrada e saída dos alunos para evitar os horários de pico de calor.
  • Suspensão de atividades físicas: Interromper atividades físicas durante os períodos de maior calor.
  • Hidratação intensificada: Garantir o acesso constante à água potável para todos os alunos e funcionários.
  • Adaptação da alimentação: Ajustar o cardápio da merenda escolar e priorizar atividades em espaços cobertos e ventilados.

O CPERS, no entanto, considera as medidas insuficientes e reforça a necessidade da suspensão total das aulas, argumentando que a segurança da comunidade escolar deve ser a prioridade máxima diante da onda de calor.

Imagem: Divulgação/Cpers