Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

Igreja do Santa Helena, em Bento, ganha reforma em busca de melhorias

Com um grande apoio da comunidade, as festas são responsáveis em angariar fundos para o desenvolvimento da estrutura

A igreja de Santa Helena é um local que reúne muitos moradores do bairro, isso se dá pela comunidade ser bastante forte e devota à santa e a religião. Por conta disso, sempre há necessidades de tornar o ambiente que é tão importante para o Santa Helena, cada vez melhor.

A reforma

A reforma inicial é um calçamento em frente a igreja que irá ajudar a melhorar a locomoção para os moradores, sem falar na aparência dela. Ivanir Franco, coordenador da comunidade da igreja, explica sobre o que está sendo feito. “Nós estamos em função de umas pequenas reformas, melhorando a frente da paróquia e também temos um projeto de modificação das imagens. Ele está sendo desenvolvido pelo padre Moacir de São Roque, que é arquiteto. Estudamos para ver uma pequena mudança, uma melhoria, só que o custo é elevado” revela.

Última reforma feita no templo religioso ocorreu em 2013. Foto: Renata Carvalho

Ele ainda conta de planos futuros em relação a aparência e estrutura da igreja que tem crescido a cada dia. “A centralização é um dos sonhos que estamos tendo, precisamos estabelecer um alinhamento. A última reforma ocorreu em 2013, ficou mais ampla, mas as melhorias sempre são necessárias. Porque sempre há uma coisinha ou outra, tanto na comunidade, é manutenção, é algo que quebrou, e por termos a catequese acabamos reunindo muitas pessoas”, conta.

Adriane Demichei Araldi é a coordenadora do conselho e também explica sobre a modificação tão sonhada no interior da igreja. “Ela vai entrar numa pequena reformulação, queremos fazer uma remodelação, e na parte interna dar um maior foco para o presbitério no altar ao sacrário. Olhar a essa parte, para esse lado espiritual, motivar e deixar a igreja aconchegante e acolhedora”, relata entusiasmada.

Como são recolhidos os fundos para as reformas

Reformas tem um custo, e qualquer um sabe, apesar de ser uma igreja teoricamente jovem, há necessidade de melhorias, e até para manter a beleza. Por conta disso, a forma que se encontra de realizar estas mudanças é através de festas que envolvem toda a comunidade. Franco conta como eles organizam as finanças para isso. “Desde a festa do ano passado nós fizemos a caixinha, e com mais a deste ano, que ocorrerá no próximo mês, teremos noção do que iremos conseguir fazer em relação às reformas”, afirma.

Ivanir Franco é o coordenador da comunidade explica sobre as ações realizadas pela Igreja.
Foto: Renata Carvalho

A festa é feita pela igreja, mas isso envolve todo um número de pessoas que são ativas e trabalham em prol do bem da própria comunidade, seja de forma física ou através de doações. “O nosso evento é totalmente voluntário, apenas a cozinheira do almoço que é paga, os moradores gostam porque estão sempre participando. O pessoal arrecada alimentos, as famílias doam os pudins, as tortas do leilão são doadas”, e complementa. “Tem uma família que sempre doa duas tortas, uma do Inter e outra do Grêmio, e a partir disso foi se criando uma tradição de disputa entre quais das duas tem mais lances, então tem que ver qual dos times vai ganhar e o pessoal se diverte muito e é claro, ajuda a igreja e a comunidade”, ressalta.

A tão esperada festa

O movimento do bairro em agosto será grande, isso por conta das festividades que irão ocorrer em homenagem à padroeira. A programação é extensa e serve para agradar todos, visto que vai desde procissão a almoço seguido de baile dançante, Adriane assegura. “A comunidade aproveita e gosta muito das festividades, nem todos participam do almoço, muitas vezes vem gente de fora, mas eles em si são muito participativos e gostam da parte religiosa, da missa, da festa. Tem vários momentos em que eles têm a possibilidade de participar, não necessariamente que tenha que ser do almoço, pois temos a missa ou a carreata”, relata.

A comemoração já está em sua 31ª edição, e todos os anos as expectativas de quem trabalha por ela são altas, visto que no último ano compareceram mais de 700 pessoas. E como tem diversas programações, há dias que vão mais que outros, Franco comenta a respeito da quantidade. “Os números de participações dependem muito do tempo e da programação, a procissão sábado à tarde reúne umas 600, já para o almoço esperamos por volta de 900, já é combinado de estar no ginásio da Associação porque o nosso salão não comporta tantas pessoas assim. E pela tarde teremos o baile dançante com uma banda de fora, juntamente com os festeiros que fazem um grande trabalho”, frisa.

Adriana Demichei Araldi integra o conselho da Igreja. Foto: Renata Carvalho

Uma comunidade que lutou por sua igreja

Mas a união dos fiéis não começou agora, esta força tarefa já virou tradição desde a época em que tiveram que lutar para ter a igreja, que no início, sequer existia. Adriane, atual coordenadora, esteve presente desde o começo das primeiras ações para que pudessem realizar o sonho da igreja no bairro. “Ela se inicia desde o começo do loteamento, o padre Ernesto na época era pároco e ele coordenava o processo. Então iniciou-se em casas, porque não havia igreja, e uma moradora cedeu um espaço na casa dela onde iniciamos, nos encontrávamos, fazíamos as novenas, mas foi se sentindo a necessidade de ter uma igreja. A comunidade começou a se organizar, os moradores ainda naquela época foram se organizando, fizeram as campanhas e a construção da igreja, o terreno foi doado, começaram a comprar os materiais e os moradores foram os maiores incentivadores”, relembra.

Com a ajuda das festas que no início ocorriam com ajuda das comunidades vizinhas, foi responsável também pela arrecadação para que, aos poucos, os fiéis pudessem ter seus locais de missas e atividades. “A nossa primeira festa foi no salão de Santo Antão, nossos primeiros eventos ocorreram ali, porque nós ainda não tínhamos o espaço. Então as comunidades mais antigas nos incentivaram, nos apoiaram doando materiais, emprestando o salão”, rememora.

Atualmente a região tem sua própria igreja há algumas décadas, e por isso a comunidade tão ativa batalha para sempre mantê-la acolhedora e agradável para os moradores que dão o melhor de si pelo local.

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