Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

De fundo de quintal para projeção nacional

Hoje novos estudos cuidam de relativizar esses casos. Em trabalho de estudos de um economista, demonstrou uma interpretação do desenvolvimento econômico regional.

“Ele considera que o desenvolvimento de uma empresa é um processo linear, sem saltos, sem incorporação de capital, de técnica e outros elementos externos”, diz o economista. Um exemplo estudado por ele é o da Metalúrgica Abramo Eberle, de Caxias, cuja a origem remonta a uma funilaria que fabricava “lamparinas” em 1896 e por isso considerada “paradigma da indústria que se originou de um artesanato. Na verdade, a empresa passou por uma série de associações, fusões, incorporação de capitais externos e tudo mais”. O próprio capital inicial com que Eberle ampliou sua oficina de lamparinas, foi obtido fora do negócio. Em 1886, aos 21 anos de idade ele conseguiu organizar com poupança própria e de outros colonos um carregamento de 25 contos de réis em mercadorias – Vinho, graspa, salame e queijo para vender. De carreta, transportou a mercadoria até São Sebastião do Cai, passou para um vapor até Porto Alegre e daí até São Paulo para vender todo o carregamento. Com o lucro desse negócio é que ampliou a oficina, com a nova linha de produtos.

Dessa forma, iniciou-se uma nova fase no progresso da Colônia Italiana, permitindo assim um novo alento na expansão da produção vitivinícola, que além do Estado do Rio Grande do Sul, passaria a fornecer vinhos aos outros estados.

No ano de 1900, vendia-se para fora do Estado cerca de 1800 hectolitros de vinho.

No fim do século, todo vinho era produzido pelos colonos em seu porão colonial típico.

A vitivinicultura tomou grande impulso com a ligação ferrovia, concluída em 1919, tendo com isso, possibilitado expandir a área plantada e elevar a produção do vinho, que passou a ser transportado de trem até Porto Alegre.

Assim, com muito trabalho e esforço o imigrante com muita fé, foi construindo cada década uma progressiva conquista ao amor a terra e ao trabalho, uma potência econômica.

Em 1967, um grande acontecimento projetou nosso Município e toda a Região Colonial Italiana para todo o Brasil.

Graças a muitas lideranças e toda a comunidade, foi realizada a Primeira Festa Nacional do Vinho. UM ACONTECIMENTO HISTÓRICO. PODENDO DEFINIR O ANTES E O DEPOIS DA FENAVINHO.

“PALMAS PARA QUEM MERECE”

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