A justificativa do Governo Municipal para a redução dos horários de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Estratégia da Saúde Família (ESFs) é priorizar o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). De acordo com o secretário de Saúde, Diogo Siqueira, o turno reduzido em alguns postos de atendimento deve perdurar até o fim do semestre por questões financeiras.
Somente neste ano foram repassados cerca de R$ 500 mil do Governo Federal para a saúde bento-gonçalvense, de acordo com dados do Portal da Transparência. No entanto, Siqueira afirma que mesmo que os repasses estejam dentro das datas previstas, há verbas que não são reajustadas há pelo menos 20 anos. “Esse cenário cria uma dificuldade financeira muito grande, porque o município precisa utilizar recursos próprios”, pontua.
Desta forma, o secretário aponta que é necessário reduzir o funcionamento de algumas unidades básicas para manter normalmente a UPA. “Eu vejo que ela (a UPA) é estratégica para o município. Nós precisamos manter o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) funcionando em 100%”, afirma.
Cada unidade das UBSs e ESFs recebe verbas diferentes do Governo Federal. Segundo o secretário, os recursos repassados variam a partir de uma série de fatores, como área de abrangência e número de pessoas assistidas pela Unidade. “O máximo do Programa Saúda Família (PSF) que uma unidade recebeu foi R$ 25 mil”, comenta. A recomendação do secretário às pessoas que precisam de atendimento médico no período de turno único é que se dirijam a UBS mais próxima.

Distribuição de medicamentos

Desde o início do ano, a Secretaria de Saúde recebeu cerca de 110 medicamentos, porém, o município ainda sofre com a falta de 30 remédios. O secretário explica que houve problemas pontuais de distribuição entre o ponto central e as UBSs, mas o principal entrave continua sendo a falta. “Acontece de ter um medicamento em uma unidade e não ter na outra, mas é uma questão de demanda”, exemplifica.
Siqueira reitera que o reabastecimento dos remédios é prioridade do município, assim como a UPA. “Quero que isso não falte mais, é questão de escolher para onde o dinheiro está sendo destinado”, afirma.

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