A atrofia vaginal sintomática ocorre em aproximadamente 40% das mulheres, principalmente, na menopausa. Mas as manifestações clínicas muitas vezes iniciam 10 anos antes da parada da menstruação. Os sintomas incluem entre outros: secura vaginal, ardor, prurido, corrimento, fissuras na mucosa vulvar e vaginal, sangramento e dispareunia (dor na penetração vaginal), podendo ocorrer também dor no intróito vaginal ou dentro da vagina, micção mais frequente, urgência urinária e ardência ao urinar. Ela também é causa de estreitamento e encurtamento da vagina, perda das rugosidades da mucosa e elasticidade vaginal, diminuindo as secreções normais em até 50%, o que ocasiona mais secura vaginal e desconforto durante a relação sexual, podendo inclusive ser motivo para parar a atividade sexual. Por não ser um tipo de alteração popularmente conhecida, como é o caso de outros distúrbios ginecológicos, muitas mulheres acabam sofrendo por anos, antes de decidirem procurar ajuda médica. A instalação da atrofia vaginal é insidiosa, de forma que as mulheres podem não perceber qualquer alteração antes de terem passado cinco a dez anos após o início do quadro o que dificulta o tratamento.

A maioria das mulheres, não relatam ao seu ginecologista, clínico ou geriatra que estão tendo estas dificuldades ou pensam que são parte normal do envelhecimento. Se você tiver alguns destes sintomas, e eles lhe incomodam, mencione, queixe-se ao seu médico. Existem tratamentos que podem ajudar. Dentre outros já existentes contamos hoje com o Monalisa Touch, método indolor que usa laser de CO2 e que, segundo o fabricante, consegue recuperar a elasticidade, a espessura e a umidade da vagina ao estimular a produção de colágeno e elastina, rejuvenescendo a mucosa. Sem contra-indicação a nova técnica, pode ser utilizada mesmo em mulheres que tiveram câncer de mama e surge como alternativa aos riscos da terapia hormonal, proporcionando uma vida sexual mais ativa e saudável.

Depois de ser lançado na Europa, o Monalisa Touch chega ao país e a Bento Gonçalves como tratamento que restaura a funcionalidade vaginal, condição que acomete 13,5 milhões de brasileiras, segundo estimativa do IBGE. Desenvolvido pela italiana Deka, empresa líder em laser na área médica, a técnica Monalisa Touch (V2LR) que é realizada por meio de um equipamento laser de CO2 fracionado (Smartxide 2), no consultório, de forma rápida e não invasiva recupera a elasticidade, a espessura e a umidade da vagina, melhorando todos os sintomas citados anteriormente.

Pesquisa de análise laboratorial do método, coordenada pelo professor de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Pavia, Alberto Calligaro, constatou a restauração do tecido vaginal após a aplicação do novo laser. “Conseguimos comprovar que esse tipo de laser não só estimula a produção de colágeno, devolvendo espessura à pele por meio da multiplicação celular, como melhora a frouxidão na parede vaginal. Indiretamente ainda reduz o ressecamento do órgão feminino, pois aumenta a atividade dos fibroblastos, melhorando a vascularização e o nível de hidratação da mucosa”, explica. “Infelizmente a atrofia vaginal é uma condição subestimada e um tabu que pode trazer sofrimento. É importante que as mulheres procurem ajuda médica e saibam das opções de tratamento”, opina a ginecologista Vera Lucia da Cruz, professora da Faculdade de Medicina do ABC que está coordenando estudo do Monalisa Touch no Brasil.
Na nossa cidade o método encontra-se disponível na Clínica da Dra. Marta Barbosa e Dr. Hélio Dalla Libera.