O Clube Esportivo resolveu inovar este ano, trazendo um grupo de jogadores das chamadas parcerias com clubes grandes do futebol brasileiro. Apostou no técnico Emerson Ávila, que teve um certo destaque nas categorias de base da Seleção Brasileira. Seria uma forma barata e econômica de manter o clube no Gauchão 2014 e vislumbrar um segundo semestre de atividades e, quem sabe, a disputa de uma Série D de Brasileirão.
Passados pouco mais de 60 dias após a apresentação do grupo, a situação é, no mínimo, delicada, para não dizer preocupante. Hoje, o Esportivo luta contra o rebaixamento e, a não ser que faça uma campanha fantástica nos sete jogos que restam, vai chegar ao mês de abril pensando na Série A2.
Neste momento fica fácil apontar os erros e os problemas que, para alguns, eram vistos desde a apresentação feita de forma equivocada e que deixou um grupo de jornalistas esperando mais de duas horas debaixo de um sol escaldante. Falar mal do Esportivo, a esta altura do campeonato, seria quase como bater em bêbado.
As alternativas para sair da crise são poucas, quase escassas. Flávio Campos terá que tirar vários coelhos da cartola para fazer o time jogar, contra equipes mais fortes, o que não jogou quando encarou o grupo mais fraco. Afinal, fazer seis pontos em 24 possíveis é para desanimar qualquer torcedor. Além disso, as soluções passam por reforços que nem sequer estavam treinando. Um atacante que não toca em uma bola há quatro meses e um zagueiro há mais de um ano parado.
Nos resta agora, amigos, torcer e rezar. Ou seria, rezar e torcer. O Esportivo ainda tem uma luz no fim do túnel, apesar da porta do rebaixamento estar cada vez mais aberta. O nosso Alviazul não depende de ninguém para sair desta situação. Para a situação deixar de ser delicada depende deles, dos jogadores e da comissão técnica “fazer acontecer”. Não há mais espaço para desculpas e lamentos. É hora de colocar o traseiro na grama e honrar a camisa do clube.
O torcedor, mesmo que em número pequeno, está fazendo a sua parte: gritando e incentivando o seu Esportivo. Agora é a hora daquele algo mais. O momento em que os homens se diferenciam dos meninos e dos covardes. É preciso, nestas circunstâncias em que o clube se encontra, muito mais que qualidade futebolística. É preciso INDIGNAÇÃO. Vontade de querer vencer.
Podemos ter a certeza que se o Esportivo conseguir repetir a atuação que teve contra o Grêmio na segunda etapa, mesmo com um homem a menos e o tricolor tirando o pé, dá para sair dessa, sim senhor. Temos jogadores indignados neste elenco. Isso já ficou claro. Que a batalha amanhã, em Pelotas, seja um divisor de águas para o nosso Alviazul, e que ele consiga fazer as pazes com a vitória e trilhar o caminho rumo a parte de cima da tabela. Avante Esportivo. Nós queremos te ver grande e forte, vencendo dentro e fora de casa. Tomara que o grupo de jogadores ainda queira isso também.