Logo mais, em meados de agosto terá início a campanha eleitoral. Um dos grandes temores será o uso indevido da inteligência artificial, razão pela qual o TSE já criou inclusive uma comissão especial para tratar desse assunto, o que é extremamente prudente.
A propósito, “conta a lenda” que, mesmo sem IA, já houve candidatos que posaram de anjos, santos e, até mesmo quem, a contar pela declaração, colocou uma auréola na própria alma, se dizia na ocasião: “a alma viva mais honesta deste país”!
De qualquer sorte, com ou sem IA, entendo que o eleitor consciente e desde que, pensando no melhor do país, tirando, portanto, o olho do próprio umbigo, terá no mínimo um filtro claro e atual para definir seu candidato, partindo da seguinte pergunta: quem bancou o Banco MASTER???
As investigações da Polícia Federal revelam a cada dia novos “atores” do que já disse aqui, a operação Lava Jato poderá passar na história recente como apenas um pequeno vazamento de torneira em relação ao escândalo bilionário das fraudes do Banco MASTER.
Pois bem, o interessante neste cenário é que, não bastasse o roubo bilionário de ontem, os novos atores coadjuvantes que aparecem hoje, estão a roubar a cena – desculpem-me pelo trocadilho – e assim, na medida que alguns destes se colocam na condição de pré-candidatos nestas eleições, já começam a perder sem mesmo ter sido dada a largada.
Incrivelmente, dado todo esse cenário, cujo final do filme, esperamos, encha as celas e esvazie a conta dos culpados nos possíveis paraísos fiscais, estas eleições poderão ser marcadas pelo voto no “outro, já que”, ou seja, a mudança no voto por outro candidato já que o que se pensava ser deste…não é!
Ser ou não ser, eis a questão, a dúvida cruel de William Shakespeare volta à cena!
Vamos em frente!