Policiais civis gaúchos serão capacitados por técnicos do Poder Judiciário em entrevistas forenses para atender crianças e adolescentes. O convênio para a realização dos cursos foi oficializado na quarta-feira, 21, e terá como base a sistemática do Depoimento sem dano (DSD), projeto do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reconhecido nacionalmente.

O sistema consiste em coletar a oitiva de crianças e adolescentes suspeitos de sofrer abuso, utilizando um ambiente equipado especialmente com brinquedos e aparelhos de áudio e vídeo. Enquanto isso, um técnico especializado acompanha e questiona a criança. O juiz, o promotor público e o advogado assistem o depoimento da sala de audiência.

“Uma área sensível, que merece toda a atenção. Nossa intenção é proporcionar melhores condições no atendimento aos eventos desta característica”, afirma o presidente do TJRS, desembargador Carlos Eduardo Zietlow Duro.

O acordo de cooperação possui validade de 60 meses e dá seguimento a uma série de parcerias entre a Secretaria da Segurança Pública e o TJRS. “Nossa relação vem se solidificando, baseada na cooperação e na compreensão de que todos devem agir integrados. Dentro deste contexto, qualificar os nossos quadros para a atuação em um cenário tão delicado é fundamental”, salienta o secretário Cezar Schirmer.

A Polícia Civil (PC) já capacita servidores do Judiciário no manuseio de armas de fogo. Para o chefe da corporação, Emerson Wendt, o convênio fará com o que o resultado final dos inquéritos seja ainda mais consistente. “Dará mais subsídio ao Ministério Público e ao próprio TJRS no momento em que o caso chegar às mãos da Justiça, garantindo mais segurança na tomada de decisão”, avalia.