Que o desemprego assolou o País e também Bento Gonçalves, não é novidade. Esse problema refletiu na economia, no comércio, no turismo e também nos planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde (ANS) informou que nos últimos dois anos 78,6 mil pessoas deixaram o benefício no Rio Grande do Sul e na Capital do Vinho 150 decidiram não continuar pagando as mensalidades e optaram pelo Sistema Único de Saúde.

Quinto colocado no ranking nacional, o Estado tem hoje 2,66 milhões de beneficiários, quase 3% a menos do que em 2015, conforme dados referentes a janeiro divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com o gerente do Tacchimed, Rafael Scussel, de 2015 para 2016, houve uma redução geral de 0,43%, totalizando 59.037 beneficiários. “Neste total estão os planos individuais e empresariais. Nos individuais, a totalidade chega mais de 22 mil, uma redução de 0,60% e nos empresariais a queda foi ainda menor, em 0,33% totalizando 37 mil inscritos”, salienta Scussel.

Segundo informações da ANS a comparação com o mês de dezembro mostra que houve uma redução de 192,2 mil beneficiários em planos de assistência médica no Brasil. Em contrapartida, houve aumento de aproximadamente 169 mil beneficiários em planos exclusivamente odontológicos, que ainda tem pouca cobertura no SUS.

Plano popular

O Ministério da Saúde encaminhou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) as propostas do grupo de trabalho formado para criar um novo formato de plano de saúde, com cobertura mais restrita e preços mais baixos. As sugestões permitem regras mais flexíveis para aumento de mensalidades, restringem o acesso a procedimentos mais caros e ampliam o prazo para que operadores providenciem o atendimento a seus consumidores. A proposta fala de “princípios norteadores” e em tese, limitam-se à nova categoria a ser criada, batizada de “planos populares”.

Por meio do comunicado, o Ministério da Saúde reforçou que cabe à ANS verificar a legalidade e a pertinência das medidas sugeridas e eventualmente adotar alguma ou parte das medidas. “Visando dar alternativa aos 2 milhões de brasileiros que perderam seus planos de saúde, a participação do Ministério da Saúde foi reunir, para discussão, as mais de 20 instituições ligadas à saúde suplementar”, informou a pasta. “O Ministério da Saúde não propôs e não opina sobre nenhuma das propostas elaboradas pelo grupo de trabalho para discutir a elaboração do projeto de Plano de Saúde Acessível.”

Ainda segundo a nota, nenhuma das propostas interfere no direito de qualquer cidadão brasileiro acessar a rede pública de saúde, tendo ele plano de saúde ou não. “Adquirir um plano saúde é uma decisão pessoal, relação que pode ser rompida conforme as regras de seu contrato e protegida pelas mecanismos de defesa do consumidor”, concluiu a pasta.

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