Duvido que exista ou tenha existido no mundo um país que ocorra ou tenha ocorrido o que se assiste, ultimamente, no Brasil. Comecemos com o presidente da Câmara. Esse ilustre e nobre senhor, caso estivesse na política de um país sério, certamente teria sido alijado do seu cargo de presidente do legislativo e, obviamente, da sua condição de deputado, no qual goza dessa figura estúpida, absurda, chamada “imunidade parlamentar”. Em determinados países seria “convidado” até a cometer suicídio. Foi acusado, há muito tempo, de vários crimes. Depois, foram colhidas provas de seus crimes. Só os extratos de conta no exterior, não declaradas, seriam suficientes. Mas, outras acusações mais pesaram sobre ele. O Supremo Tribunal Federal recebeu as denúncias ainda em dezembro. Estranhamente, só em maio o STF julgou e determinou seu afastamento do cargo. Se o STF pode ou não fazer isso, não sei. Mas, que deveria ter feito muito antes, ah, isso eu tenho certeza, assim como qualquer brasileiro que não seja fanático político-partidário. Aliás, havia até gente tida como “de bem” e “do bem” que o “elegeram o seu malvado favorito”, absurdamente pelo fato dele ter dado seguimento ao processo de impeachment da presidente Dilma. Inacreditável, mas verdadeiro. E houve até quem aplaudisse os disparates vomitados pelo deputado extremista, defensor de torturadores, Bolsonaro. Será, mesmo, que era e é necessário todo esse festival de absurdos para tirar o PT e a Dilma do poder? E tentar impedir Lula de ser candidato à presidência em 2018? Seria bem mais simples e até legal se apurassem todas as acusações contra eles, colhesse as provas necessárias, fossem denunciados pelos crimes apurados, processados, condenados e presos. Presos, um não seria mais presidente e o outro não seria candidato. Ou, quem sabe, poderia ser aplicado, novamente – até já foi citado isso – o “domínio do fato”. Poderiam até – eles têm esmagadora maioria na Câmara e no Senado – oficializar o “domínio do fato”, tornando lei, quem sabe até inserir na Constituição através de Emenda. Com o “domínio do fato”, qualquer um que fosse enquadrado no “não sabia, mas deveria saber”, poderia ser acusado, julgado e condenado. Poderiam começar por Dilma e Lula. Bem simples, assim. Porém, não é o que se constata. Uma corja de corruptos, ladrões da pior espécie, de todos os partidos – me apontem um que não os tenha – estão entre aqueles que querem o impeachment. Ou seja, os rotos vociferam e atacam os rasgados. Tudo sob o olhar complacente e conivente de uma mídia podre que enriqueceu a partir do apoio aos governos militares. Este é o país que a maioria quer? Pois bem, ele aí está. Pena que não são todos os que gostam disso tudo. Quando todos gostarem, teremos oficializado a “república das bananas”.