ELES CONSEGUIRAM!

São seis ou sete “famiglias” que controlam os grandes meios de comunicação (ou serão de “opinião político-partidária”?) no Brasil. E elas estão a serviço dos “donos do Brasil” (grandes empresários, empreiteiros, usineiros, ruralistas, banqueiros, etc) que, por sua vez, manipulam o meio político, pouco importando o partido a que estão filiados, no momento, os “selecionados”. Importante dizer-se que “os donos do Brasil”, notadamente os grandes empresários – e muito médios e pequenos, “maria-vai-com-as-outras”, repetiam – queriam porque queriam a redução da taxa de juros porque ela “impedia os investimentos, o crescimento econômico, o desenvolvimento das empresas”. Pois o Governo Dilma colocou a Taxa Selic no menor patamar da história do Brasil: 7,25% a.a. Raras palavras de apoio foram ouvidas. O jogo político-partidário falou mais alto. A inflação estava sob controle e nunca chegou aos patamares absurdos de 2002, por exemplo, quando foi quase QUATRO VEZES superior (12,53%) à meta estabelecida pelos “papas” da economia do governo fhc, onde a Selic chegou a fantásticos 42% a.a., o que catapultou a dívida interna para o espaço sideral.

ELES CONSEGUIRAM II

Com a economia do Brasil se destacando no mundo, notadamente na Europa, onde “países de primeiro mundo” atingem níveis de desemprego históricos e com o Euro sendo questionado (até hoje a Inglaterra não aderiu ao Euro), o governo Dilma atinge percentuais inéditos de aprovação em todas as pesquisas efetuadas, inclusive no Datafolha, instituto do jornal que é um dos maiores adversários dela. O “sinal de alerta”(?) mobilizou os jornalões, revistonas e redes de televisão patrocinados pelos “donos do Brasil”. Era hora das “famíglias” passarem à carga pesada. Inventaram vilões e juravam por todos os juros que a “inflação estava descontrolada” e que “fortes medidas deveriam ser tomadas por Dilma, mesmo que prejudicasse a economia e a população”. Alguns pit bulls articulistas, colunistas e comentaristas a serviço das “famíglias” apontavam o caminho para “a solução do problema inflação”: AUMENTAR A TAXA DE JUROS. Mesmo que isso provocasse recessão e desemprego era necessário para “controlar a inflação”. Até Maison da Nobrega, que, como ministro da fazenda, chegou a juros de mais de 80%, teve coragem de dar pitacos. As “famíglias” entrevistaram todos aqueles cujos palpites (opiniões são bem diferentes, fundamentadas com fatos) lhes interessavam. Pois nesta semana o Governo Dilma, através do Comitê de Politica Monetária, o COPOM, sucumbiu: aumentou em 0,25% a.a. a Taxa Selic. Pouco? Veremos!

AS CONSEQUÊNCIAS

Quem acha pouco 0,25% ao ano – e “eles” continuam querendo mais – é só imaginar o que isso corresponde em valores a mais que deverão ser pagos pelo governo – leia-se “pelo povo brasileiro”- em razão da alta dívida interna indexada à Taxa Selic. Certamente correspondem a muitos bilhões de reais que farão falta em investimentos governamentais em outras áreas prioritárias. Mas, “eles” conseguiram. Agora, só falta essa gente – os “donos do Brasil” – voltarem a criticar as “altas taxas de juros como empecilho ao crescimento econômico e aos investimentos”. Mas, não me surpreenderia. Afinal, tudo foi politizado no Brasil. Os caras-de-pau não se constrangem em se contradizer um dia após o outro. Nem mesmo os pit bulls das “famíglias” demonstram resquícios de vergonha na cara. Sim, as consequências disso tudo o povo já sabe: vai pagar por isso. Ah, sim, e os banqueiros, rindo sozinhos, investirão pesado na imprensa político-opinativa das “famíglias”. A “casa-grande” – como diz Mino Carta, renomado jornalista – está feliz. A senzala está aí para, calada, pagar a conta. Mas, há quem goste, não é mesmo?

A COPA DE 2014

Nesta terça-feira, com o patrocínio da Florauto, o radialista Pedro Ernesto Denardin foi o palestrante em reunião-jantar no Salão Nobre do CIC/BG. O tema foi “Oportunidade de Negócios na Copa de 2014”. O Pedro falou sobre suas experiências em nove copas das quais participou como homem de rádio, narrador de futebol que é. Mostrou no telão um vídeo de vários momentos registrados em Copas realizadas em vários países. Para alguns, Denardin só confirmou o fato de que a realização de uma Copa do Mundo num país trás grandes benefícios; para outros, os mais céticos, tentou demonstrar que “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, ou seja, não dá para confundir investimentos governamentais (dos municípios, estados e União) numa Copa do Mundo com investimentos em saúde e educação. Afirmou que os aproximadamente sete bilhões que serão investidos para viabilizar a Copa de 2014 são “troco” para a arrecadação dos governos. Mas, chamou a atenção para a necessidade de Bento Gonçalves e seu povo se envolverem totalmente para conquistar o direito de ser “campo base” de uma seleção que disputará a Copa. Mencionou o que seria importante termos uma Alemanha, Itália, Argentina ou Uruguai, por exemplo, hospedados e treinando aqui.

O Comitê da Copa 2014 está em plena atividade, mas precisará de muito apoio para levar a bom termo seu trabalho e seus objetivos.

O POR QUE BRETES?

Tem sido apontado como um dos fatores da tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria, a dificuldade de saída do local. A Boate possuía uns “bretes” (aquelas “cerquinhas” que são colocadas nos matadouros e/ou invernadas para direcionar os animais) exatamente na única porta de saída existente. Interessante isso. Conversei com muitos jovens frequentadores de casas noturnas, em Bento e Porto Alegre. Todos afirmaram a mesma coisa: é comum na madrugada, próximo à hora do final da balada, alguns “espertinhos” simularem confrontos para gerar tumultos, objetivando a abertura das portas e, assim, sonegarem o pagamento da noitada. Isso fez com que as casas noturnas tomassem medidas para não serem prejudicadas constantemente. A Boate Kiss fez o mesmo, provavelmente para evitar tais prejuízos. Explica, mas não justifica, certamente. Nada justificaria 241 mortes. Mas, já é mais do que hora das pessoas tomarem consciência. Gastou, tem que pagar e comportar-se civilizadamente em sociedade não é virtude, é obrigação. Se assim fosse sempre, os bretes não teriam existido e a tragédia não teria acontecido. Ou teria?

NÓS PAGAMOS A CONTA

Houve um tempo em que deputados, senadores, vereadores, enfim todos os parlamentares usavam e abusavam do “direito” de viajar “a trabalho”. Só que esse “trabalho” não era traduzido em benefícios para a população que paga essa conta. Viajavam para cursos, normalmente em resorts paradisíacos nos litorais mais badalados e, na volta, não prestavam contas à comunidade que, aliás, em 99,9% dos casos não tomava conhecimento dessas viagens. Com as várias denúncias efetuadas pela imprensa, eles começaram a se cuidar mais. A Lei da Transparência restringiu a “farra das diárias” mais ainda. Agora, as viagens, notadamente de vereadores, são mais controladas. Mas, por vezes, fica difícil entender algumas coisas. O governador Tarso, por exemplo, vai viajar para Israel e levar na comitiva CINCO deputados. A troco de quê todos esses parlamentares estarão gastando dinheiro público? Por que não vai só o presidente da Assembléia ou UM seu representante? Provavelmente alguém irá prestar esclarecimentos a respeito. Aqui, em Bento, vereadores têm viajado? Se sim, a imprensa não tem divulgado. Ou divulgou? E se viajaram, prestaram contas à comunidade? A coluna está à disposição, gratuitamente, para divulgar as viagens e os benefícios auferidos pela população com as viagens dos vereadores.