CIC e Sicredi, unidos pela solidariedade

O CIC de Bento Gonçalves apresentou na semana passada a campanha de arrecadação de recursos que serão repassados para apoiar o município em sua reconstrução. E o grande parceiro do CIC, será o Sicredi, que, a cada real doado, a Cooperativa coloca outro real. Ao mesmo tempo em que se engaja para que a campanha continue crescendo até o dia 30 de maio, o presidente do CIC, Carlos Lazzari comemora o sucesso da ação. Até o final da tarde da segunda-feira, 13, o valor já alcançava R$ 2,1 milhões, ou seja, R$ 4,2 milhões.

O gerente regional de desenvolvimento do Sicredi, Lucas Sartoretto, diz que a instituição não tem um limite em relação ao valor s ser aportado. “Queremos que esse valor seja o maior possível. E o mais importante: esse recurso será gerido pelo CIC, tendo o poder público apenas indicando onde os valores deverão ser investidos”, explica o gestor.

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Onde está o dinheiro

Na última sexta-feira, a Amesne (Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste) reuniu os prefeitos da sua região para definir alguns pleitos em comum no que diz respeito ao momento atual. Na área da entidade, todos os municípios foram atingidos pelas cheias dos rios e, consequentemente, tiveram estragos significantes em sua estrutura. De forma virtual, o presidente da Amesne, atual prefeito de Guaporé, Valdir Fabris, lembrou, porém, que os recursos financeiros anunciados pelo Governo Federal, até o momento, não chegaram aos cofres das prefeituras.

O anúncio foi ratificado pelos prefeitos de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira (que organizou a reunião), de Santa Tereza, Gisele Caumo, de Monte Belo do Sul, Adenir Dallé e de Pinto Bandeira, Hadair Ferrari.
O encontro serviu ainda para tratar de prevenção. Juntos, os municípios cogitaram a possibilidade de adquirir embarcações especiais ou até mesmo um helicóptero de grande porte, além da criação de um centro especializado de prevenção de desastres naturais. “Somente na área de Bento, tivemos mais de cem desmoronamentos. A partir de agora, vamos precisar de muitas ações em conjunto para que nossa região não sofra ainda mais”, destacou.

Entidades de olho em seus representados

Enquanto a Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do RS) não registra empresas afetadas com os efeitos das enchentes, a AGAS (Associação Gaúcha de Supermercados) trabalha intensamente para dar suporte a cerca de 120 supermercados e empresas fornecedoras, que tiveram perdas totais ou parciais. Inclusive a sede da entidade, em Porto Alegre, foi alagada pelas cheias do Guaíba. O presidente da Movergs, Euclides Longhi, diz que o setor está sendo afetado indiretamente. “Tivemos empresas nos relatando problemas com seus colaboradores. Muitos perderam suas casas, enquanto outros não conseguem se deslocar ao trabalho devido a problemas estruturais”, explica o empresário.

Já no setor supermercadista, a AGAS lançou o app ‘Ajuda Sul’, prevendo subsidiar cerca de 40 mil cestas básicas, com valor subsidiado pela entidade. “Até o início dessa semana, já tínhamos mais de 120 mil unidades.

É a mostra da união de um setor que cresce com a ajuda dos gaúchos e que agora, ajuda os gaúchos a crescerem”, lembra o empresário Antônio Cesa Longo, presidente da entidade. Assim como em setembro, Longo já tratou de pedir às indústrias e supermercados que não foram afetados, que antecipem seus pagamentos, como forma de apoiar todas as empresas afetadas pelas enchentes.