COMO ABRIR A PORTA DO CARRO
Quem transita pela cidade percebe, a cada quarteirão, a imprudência de quem estaciona o veículo – seja motorista ou passageiro – ao abrir a porta. Sim, sei que se a maioria esmagadora dos condutores de veículos e dos passageiros sequer sabe o NÚMERO da lei que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, obviamente jamais o leram, da mesma forma que as Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito. Assim sendo, entendi ser de bom alvitre transcrever aqui o artigo 49 do CTB, que determina: Art. 49. O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via.
Parágrafo único. O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor. Como fica bem claro, a responsabilidade no caso de acidente com a abertura da porta do veículo é TODA do motorista.

VOCÊ TEM ESSE CUIDADO?
Sim, a pergunta é pertinente. Se você tem o cuidado de olhar bem ANTES de abrir a porta do veículo e ORIENTA os passageiros para fazerem o mesmo, parabéns! Você, além de obedecer ao CTB, não expõe em risco quem transita pelas ruas. As decisões da justiça quando julga esses casos têm sido unânimes em dar ganho de causa ao prejudicado, ao que sofre o acidente pela imprudência de quem abre a porta do veículo sem os devidos cuidados. Mas, pelo que se vê, são poucos os que têm cuidado ao abrir a porta. Há motoristas, que são os que podem sair do carro pela sua própria porta, abrindo-a sem maiores cuidados. Basta uma breve pesquisa na internet para se ler textos de decisões judiciais e vídeos de acidentes. Motociclistas são as maiores vítimas dessas aberturas de porta “moda diabo”. Portanto, é bom sempre lembrar que SOMENTE O MOTORISTA pode embarcar ou desembarcar do veículo sem ser pelo LADO DA CALÇADA. TODOS os passageiros, da frente e de trás, devem fazê-lo pelo lado da calçada. Simples assim.

PODE ISSO, ARNALDO?
Está virando moda os “rolezinhos” em shopping center na cidade de São Paulo. Antes eram jovens, adolescentes de classe média que faziam esse tipo de agitação. Agora são os da periferia, classes “menos favorecidas” que as “mais privilegiadas” adoram chamar de “favelados”. A justiça tem concedido liminares aos shoppings para impedir a entrada dos bandos de adolescentes, visando, segundo eles, “proteger os lojistas e os clientes”. Obviamente, houve reações. Bem típicas do Brasil que foi inventado depois da “constituição cidadã” de 1988, onde a “indústria do dano moral” passou a progredir mais do que a indústria convencional, de transformação e do comércio, beneficiando sobremaneira a prestação de serviços advocatícios. Alguns defendem os “rolezinhos” valendo-se do “direito de ir e vir sem violência”, argumentando que os adolescentes “apenas correm pelos shoppings”. Já outros “exigem ação das autoridades” por sentirem medo deles. Pois entendo que tenho o dever de opinar dizendo que shoppings não são lugares para correrias de adolescentes, seja de forma pacífica ou não. Há praças para eles “desenvolverem” seus “espíritos olímpicos” e treinarem 100, 200 ou 1000 metros rasos. Tomara que a moda não pegue por aqui. Certo, Arnaldo?

E NÓS PAGAMOS A CONTA?
Está virando moda também, graças à “Constituição Cidadã”, nós, povo, pagarmos, com nossos impostos, a má educação e falta de umas boas palmadas de alunos de escolas públicas. Sim, má educação e falta de palmadas geram crianças e adolescentes sem educação e achando que podem fazer em qualquer lugar o que fazem em casa, sob o olhar complacente e conivente de pais que, atualmente, perderam a sua autoridade. Vamos ao fato. Numa escola pública, uma adolescente foi atingida no olho por uma barra de giz jogada por um colega, vindo a perder praticamente toda a visão do olho atingido. O pai de menina entrou na justiça. Adivinhem contra quem? Sim, contra o governo, pois a escola é pública. Resultado: o governo (leia-se, nós, povo pagador de impostos) foi condenado a indenizar. Por que não foi o pai do agressor a ser alvo da ação, da condenação e da indenização já que foi ele a não dar a devida educação ao filho? Porque nossa legislação pífia, feita por parlamentares idem, é isso aí. Um funcionário de uma empresa provoca um acidente ecológico, por exemplo, e a indenização deve ser paga pela empresa? Sim, é isso mesmo. Pode isso, Arnaldo? No Brasil, pode.

OS APAGÕES DA BANDIDAGEM
Virou moda, também, ver-se “apagões” por ação de bandidos. A Rodovia do Parque, recentemente inaugurada com iluminação em todo o trecho de pouco mais de 22 km, já foi alvo da bandidagem. Roubaram vários quilômetros dos fios que conduzem a energia elétrica. No Rio de Janeiro, apagões em bairros inteiros, ficando sem energia milhares de lares e estabelecimentos, justamente em época de turismo e calor intenso. E nossas autoridades não conseguem colocar um paradeiro nisso! Que tal começar mudando a legislação e considerando isso “crime hediondo”, prendendo QUEM COMPRA os fios? Vale o mesmo para quem compra DVD’s, TV’s, cobre de bustos e placas públicas e outros objetos roubados. Será que precisa lei especial para isso?

ÚLTIMAS

Primeira: Há mais uma pergunta que não quer calar, além daquela da página 3 do Semanário. É esta: E se fosse um político, tipo Renan Calheiros, por exemplo, quem estivesse usufruindo de robustas diárias de viagem para a Europa, ao invés do “herói mosqueteiro da Veja”, Joaquim Barbosa?
Segunda: Pois é, se fosse Renan ele não seria alvo de severas críticas por uso indevido de dinheiro público? Foi muito bem questionado isso pela jornalista Rosane de Oliveira, em ZH. Não será mais um caso de “moral e ética seletivas”? Uns podem tudo, outros não podem nada?
Terceira: E, pelo que se vê na imprensa e na internet, a “honestidade, moral e ética” só devem valer para os “outros”, não para aqueles por quem se nutre simpatia, inclusive e principalmente partidária;
Quarta: Enquanto isso, o Banco Central “aplicou” mais um aumento na taxa de juros, atendendo, assim, os “economistas pit bulls” militantes da grande imprensa, a serviço daqueles que vivem de rendas;
Quinta: Agora, para atendê-los por completo, só falta começar o desemprego, a recessão, a inflação aumentar de verdade. Para isso já estão dizendo que a “Petrobrás afirma que não haverá aumento dos combustíveis em junho”;
Sexta: Como vivemos em “economia de mercado”, preços livres, portanto, as remarcações “preventivas” de preços, tão comuns no passado, acontecem. Bem ao gosto dos “donos do Brasil”, a tchurma do quanto pior, melhor;
Sétima: O projeto das “academias ao ar livre”, do governo federal, Ministério da Saúde, começa a ser levado a efeito em Bento. Há, inclusive, verbas federais para custear pessoal habilitado para orientação aos seus usuários;
Oitava: Agora vamos torcer para que a conclusão do projeto da revitalização da Via Del Vino também aconteça. Há quase 500 mil reais disponibilizados, a fundo perdido, pelo governo federal para isso.