Com o assassinato de Alexander de Oliveira, de 20 anos, ocorrido na noite de sábado, 15, Bento Gonçalves já iguala uma triste marca de 2015. O número de assassinatos registrados na cidade chegou a 24, mesmo índice atingido ao longo de todo o ano passado. No entanto, ainda faltam mais de dois meses para o ano acabar. 2016 poderá ficar marcado, portanto, como o ano com mais mortes violentas da história de Bento. O índice leva em conta homicídios e latrocínios (roubos seguidos de morte).

O crescimento do número de mortes violentas ano após ano preocupa. Em 2014, foram 22 assassinatos, sendo 20 homicídios e dois latrocínios. Em 2015, o mesmo número só foi igualado e superado em dezembro, mês mais violento do ano, com três homicídios. Já em 2016, a marca de crimes violentos foi atingida ainda no mês de outubro.

No segundo semestre de 2016, ocorreram quatro homicídios, enquanto outros vinte assassinatos foram registrados nos primeiros seis meses do ano (sendo dois latrocínios). O número também indica que 2016 teve o primeiro semestre mais violento dos últimos anos. Em 2015, foram registradas 11 mortes nos primeiros seis meses do ano. Já em 2014, foram 14 mortes. Em 2016, o mês mais violento foi fevereiro, com quatro assassinatos registrados.

A morte de Oliveira aconteceu pouco mais de um mês depois do último homicídio ocorrido em Bento. No dia 12 de setembro, Marcelo Castilhos dos Santos, de 33 anos, foi morto com 10 tiros no bairro São Roque. Os suspeitos fugiram em um automóvel.

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