A fraude é total. Quando o povo brasileiro pensa que algo irá mudar na podre política brasileira – e isso pode ser lido e ouvido na imprensa mundial – com a tomada do poder pelos mesmos de sempre, eis que ele é enganado novamente. Mudaram o presidente e ministros. Mudarão mais de vinte mil cargos de confiança e isso não será chamado de “aparelhamento”. Neste primeiro momento, mudaram só algumas moscas, as de sempre continuarão por lá, se apropriando do poder e fazendo o que são mestres, doutores, que não precisa nem dizer o que é, já que o povo está careca de saber.

Dilma, a incompetente!

Depois de ouvir o ministro Meirelles (gozado, tenho a impressão de já ter ouvido este nome) tive a certeza absoluta de que a senhora Dilma Rousseff deveria, mesmo, ter sido apeada do poder. Essa ilustre senhora cometeu erros brutais de gestão governamental e o novo ministro já deu mostras de que irá limpar as cagadas da Dilma. Essa inconsequente, incompetente e sem noção, decidiu desonerar, aliviar os impostos para mais de cento e cinquenta setores da economia, permitindo que os cofres públicos tivessem um rombo superior a cem bilhões de reais em 2015, os quais, aliados aos privilégios concedidos a vários setores do serviço público, provocaram o déficit que o governo teve, desestabilizando as contas públicas. E disse que 2016 não será só o que foi previsto no orçamento: déficit de 94 bilhões de reais. Por isso vai mudar.

Mas, vai melhorar…

Detalhe importante: essas desonerações (reduções de impostos) não beneficiaram o povo brasileiro. Prejudicaram os cofres públicos, que tiveram que ser fechados para evitar rombos maiores; prejudicaram os investimentos na saúde, na educação, na segurança e na infraestrutura. Os setores empresariais beneficiados foram os que lucraram com essas desonerações e reduções de impostos, pois transformaram os impostos que deixaram de recolher em “recomposições de margem” (eufemismo usado para designar “aumentar os lucros”). Mas, agora, o Meirelles, ministro escolhido por empresários, irá fazer o que previ aqui, na coluna, há algum tempo: vai recompor os impostos, visando aumentar a receita. Duvidam? Aposto que até a CPMF irá voltar. Quem aposta comigo?

Com certeza

Temer, o novo presidente apoiado pelas entidades empresariais, deve ter dito ao seu ministro Meirelles o que já falou publicamente: não irá cortar benefícios sociais; não irá tirar diretos de trabalhadores, etc. E, claro, não irá mexer nos “dereitos adequeridos” de setores privilegiados do funcionalismo público e a reforma da previdência será a nossa, dos mortais comuns, não a “deles”. Então, prezados mortais, só nos resta uma certeza: diante dessa crise, os impostos que vierem a ser aumentados, não serão repassados ao povo pelos empresários pelo simples motivo de que quando foram reduzidos ou desonerados, não beneficiaram o povo. E, também obviamente, não poderá cortar verbas da saúde, educação e segurança pública. Então, prezados mortais, o que virá serão aumentos de impostos, a exemplo do que fez o Sartori aqui. E já colocando a culpa “no governo anterior”. Com certeza!

Bolsa empresário, Meirelles?

O ministro Henrique Meirelles disse que o “Bolsa Empresário” e os “subsídios” deverão ser revistos. O Bolsa empresário é o que comentei acima e os subsídios são os “jurinhos de pai para filho” que o governo concede a empresas que não precisam disso e que não beneficiam a população que é, ao final, quem paga a diferença dos juros. Então, o dono da FIESP deverá colocar um outro “pato” na frente da entidade, na Avenida Paulista. Esse novo pato deverá ser alguém que represente o povo, com nariz de palhaço.