Terça-feira, 30 de Junho de 2026

ÚLTIMA HORA

Moradores denunciam consumo e venda de entorpecentes

Comunidade do bairro Progresso aponta possíveis práticas ilegais em terreno baldio da rua Étore Geovane Perizolo

Um terreno baldio, localizado no cruzamento entre as ruas Étore Giovanni Perizolo e a Maria da Rosa Schmitz, no bairro Progresso, tem causado dores de cabeça para os moradores do local. Conforme denúncias feitas para a reportagem do Semanário, o local estaria sendo usado como ponto de consumo e até mesmo tráfico de drogas. Além disso, os moradores afirmam que, por conta da altura em que se encontra o matagal, que não passa por roçada, criminosos responsáveis por furtos e roubos na região estariam utilizando o local como esconderijo após atos delituosos.

Conforme moradores, consumo de drogas é frequente; â noite, flagra de portão sendo furtado. Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com uma das moradoras do prédio em frente ao terreno, e que pediu para não se identificar, denúncias foram encaminhadas às autoridades responsáveis, desde março do ano passado. Moradora do local há cinco anos, ela afirma que a situação piorou recentemente. “Em março do ano passado, a Brigada Militar e a prefeitura estiveram aqui, mas nada foi feito, e não tivemos retorno”, denuncia.

Segundo ela, o ponto é utilizado para consumo e venda de drogas. Além disso, conforme a moradora, há inclusive prostituição no local. Conforme os relatos, furtos e roubos praticados próximo ao local são constantes. De acordo com ela, na noite de segunda-feira, 26, a BM esteve no local. No entanto, ninguém foi detido. Ainda conforme a moradora, um portão de ferro de um estabelecimento foi furtado, e os criminosos fugiram pela rua.
A preocupação dos moradores é constante, inclusive durante o dia. “As crianças passam pela rua para ir à escola. Então é algo que nos deixa assustados”, denuncia.

O que dizem as secretarias

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, a responsabilidade pela manutenção do terreno não é da prefeitura de Bento Gonçalves. Isso porque trata-se de uma área de “mato de preservação”, no qual há uma nascente de água. Por conta disso, a área não pode ser modificada.

Além disso, o terreno é de propriedade privada. De acordo com a Secretaria, o proprietário foi notificado para fazer as manutenções necessárias, inclusive a instalação de uma cerca no local, para impedir invasões. No entanto, por ser uma área particular, a prefeitura não pode obrigar ou autuar o proprietário caso a notificação não seja cumprida.

O Semanário tentou contato com o proprietário do local, para saber se algum tipo de medida seria tomada. No entanto, até o fechamento desta edição, não conseguiu contato.

Já a Secretaria de Segurança Pública afirmou ter conhecimento do problema. De acordo com o secretário José Paulo Marinho, uma ação já foi feita no local no ano passado, para tentar coibir ações como as que vêm ocorrendo.
Segundo ele, as informações sobre o local já foram repassadas à Brigada Militar. Ainda conforme o secretário, a pasta monitora o local e tem conversado com moradores, trocando informações constantes sobre os acontecimentos.

BM afirma que vai apurar fatos

Já a Brigada Militar, procurada pela reportagem, afirmou não ter conhecimento da situação. De acordo com o capitão do 3º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPAT) de Bento Gonçalves, Diego Caetano de Souza, o local passará a ser observado pelas autoridades.

No entanto, conforme o capitão, há uma dificuldade em monitorar todos os locais denunciados pela comunidade. “A falta de efetivo e recursos infelizmente é uma realidade. Tentamos atender as denúncias, mas nem sempre as informações que chegam para a gente, especialmente de tráfico de drogas, se confirmam quando vamos verificar”, comenta.

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