A Brigada Militar já realizou mais de 100 detenções de foragidos, entre cumprimentos de mandados judiciais e recapturas de presos no ano de 2016. Enquanto o segundo número cresceu comparado ao ano de 2015, o segundo apresenta queda. No entanto, é preciso levar em conta que ainda faltam dois meses e meio para o final do ano. No total, somando os dois tipos de prisão, foram 141 em Bento Gonçalves. Em 2015, foram 173.

De acordo com o capitão do 3º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (BPAT), Diego Caetano de Souza, trata-se de dois aspectos diferentes, que precisam ser levados em conta na hora de realizar a análise dos dados. Segundo ele, o policiamento ostensivo realizado pela Brigada Militar tem contribuído para a realização das capturas, seja aqueles do regime semi-aberto que não se apresentaram ao presídio, ou os procurados, contra os quais existe algum tipo de mandado de prisão. “A BM de Bento faz muitas abordagens, o que acaba resultando na localização e recaptura desses foragidos. É um aspecto positivo”, destaca ele.

No entanto, o capitão também aponta que é preciso levar em conta um aspecto que não está relacionado a atividade da Polícia, mas sim ao processo de execução penal do Estado, problema que assola não somente o Rio Grande do Sul, mas o país. O modo como ocorre o sistema de progressão de regime, diretamente do fechado para o semi-aberto ou aberto, é citado como um dos fatores que elevam o número. Por não haver vagas no sistema prisional, além do déficit de servidores, o sistema Judiciário utiliza recursos como a tornozeleira eletrônica. “O detento sai do regime fechado, e coloca-se nele o monitoramento. No entanto, se ele não obedece às regras que deve obedecer, não se apresentando ao presídio, ele acaba se tornando um foragido também”, explica.