O senador gaúcho Luis Carlos Heinze (Progressistas) esteve em Bento Gonçalves na noite de quinta-feira, 21, para falar a lideranças políticas e empresariais sobre suas ações desenvolvidas ao longo de sua trajetória política e agora como senador da República. O jantar-palestra, realizado no Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) teve como foco principal a temática “Desafios logísticos, ambientais e econômicos para o desenvolvimento da Serra Gaúcha”. Em seu discurso, Heinze afirmou que é preciso acabar com leis que atrapalham o empresário, na hora de empreender. Durante a noite, o político recebeu demandas da região, voltadas aos setores de vitivinícolas e moveleiros, além de pedidos para obras em infraestrutura e recursos para a saúde.

Segundo Heinze, é necessário desburocratizar a gestão pública, de modo especial no Rio Grande do Sul. Ele citou como exemplo, a demora em conseguir uma licença ambiental no estado, quando em Santa Catarina, em poucos meses o empresariado consegue as liberações necessárias. Para o senador, é preciso mudar a forma como as coisas andam. “Estamos utilizando em Brasília a expressão “Revogaço”. É preciso acabar com essas leis que travam o desenvolvimento do país. Não é possível o empresário ficar amarrado em legislações que só existem no Brasil. Em outros países do mundo é diferente e as coisas andam”, afirma.

Sobre a reforma da previdência, um dos temas que tem dominado o noticiário político, Heinze diz que o Senado manifestou desejo de se envolver com o assunto antes mesmo de ele chegar à Casa. “O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou a vontade de ter um grupo de trabalho representando o Senado já neste primeiro momento. Estou conversando com a direção do partido, onde estamos estudando as proposições para nos manifestarmos sobre a proposta”, diz Heinze.

Durante seu longo período na Câmara dos Deputados, ele foi responsável por pelo menos 1,1 mil proposições legislativas e pela liberação de mais de R$ 3 bilhões em recursos para os municípios gaúchos em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Voltado aos interesses do agronegócio, Heinze foi presidente da Comissão da Agricultura da Câmara dos Deputados e ficou conhecido nacionalmente quando enfrentou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e impôs um novo rito às desapropriações de terras para a reforma agrária – a conhecida MP das Invasões.

Também atuou na lei do seguro agrícola, no refinanciamento das dívidas, na liberação dos transgênicos, na isenção do PIS e Cofins dos alimentos e dos produtos agrícolas, nos novos programas e taxas de juros menores para o crédito rural, nas mudanças no Código Florestal, além de ações para conter o avanço nas demarcações de terras indígenas e garantir o direito à propriedade.