Segunda-feira, 29 de Junho de 2026

ÚLTIMA HORA

Food trucks aguardam legislação

Considerado uma tendência mundial, os famosos food trucks, modalidade de comércio de alimentos sobre rodas, ganha espaço em Bento Gonçalves. Estão em ônibus, kombis e até mesmo motocicletas. São diversas adaptações para que a atividade ganhe mais adeptos. Aos poucos, essa atividade ganha força também em cidades do interior. Mas, antes de colocar em prática, é importante organizar as ideias, e buscar auxílio para a montagem do negócio. De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, são cerca de 30 empreendimentos aptos para o trabalho na cidade e que, em breve, deverão ganhar uma legislação específica para o empreendimento.

Ainda em crescimento, as solicitações de consultoria para planejamento de recursos, de negócios e assessorias financeiras são vistas, por muitos empreendedores como uma área com pouca necessidade de investimento, se comparado a outros comércios. É o que afirma a técnica de Atendimento do Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – Regional Serra Gaúcha, Viviane Schena. “Essa tendência virou moda e incentivou o empreendedorismo, pois muitos consumidores passaram a buscar os caminhões como forma de acesso a alimentos mais sofisticados e a preços acessíveis. Inclusive, esse modelo de negócio também prospera no setor de franquias. O mercado de alimentação é bilionário e atrai muitos investidores, justamente por oferecer diversas segmentações e amplas oportunidades”, afirma.

Trabalho aguarda formulação de lei

Um empecilho que os novos empreendedores estão encontrando na implantação do comércio ambulante e food trucks em Bento Gonçalves é a falta de uma legislação específica para o negócio.

Na última quarta-feira, 21, a Câmara de Vereadores realizou uma audiência pública com o objetivo de discutir alternativas para a elaboração de uma lei para a exploração do comércio ambulante de alimentos preparados e bebidas no município. O encontro, organizado pelos vereadores Eduardo Virissimo e Rafael Pasqualotto, ambos do Partido Progressita (PP), contou com a presença de secretários municipais e os proprietários dos empreendimentos para a criação de normas de regulamentação do setor na cidade.
Segundo Virissimo, há um esforço coletivo para viabilizar a regularização o mais breve possível. “Vamos trabalhar junto ao Poder Executivo para que o setor seja regulamentado da melhor maneira. Vamos encaminhar ao prefeito Guilherme Pasin, um documento com as principais reivindicações da categoria”, afirma.

De acordo com o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Silvio Pasin, o projeto está sendo construído em consonância com as sugestões e anseios dos empresários do ramo. “Nem tudo que foi solicitado aqui está contemplado, mas posso dizer de forma tranquila que estamos muito próximos de um equilíbrio das ideias apresentadas”, enfatiza.

O vereador Pasqualotto ressaltou a importância da audiência pública e afirmou que a lei vem para melhorar e dar garantias aos comerciantes beneficiados com a legislação. “Ouvimos sugestões interessantes. A lei não pode ser elaborada só dentro do gabinete. É por isso que realizamos esta audiência, para ouvirmos a realidade daqueles que sobrevivem desta atividade. Vamos aperfeiçoar e regrar o setor de forma equilibrada”, explica.

Empreendimento abriu novas portas para projetos futuros

Em novembro do ano passado, Itacir e Silvania Pilan decidiram investir em um truck, mas queriam algo diferente do que o mercado já conhecia. Foi então que os dois aplicaram R$ 180 mil na criação do Nega Maluca, um ônibus Mercedes Benz, modelo 1621, que mede 12 metros de comprimento, voltado à gastronomia diferenciada e criativa. “Foi exigido estudo e preparo, pois embora a ideia pareça simples, é preciso ter afinidade com o mundo dos negócios e da gastronomia. Temos um estabelecimento comercial que está dentro dos padrões e possui todos os alvarás”, afirma Silvania.

Na divisão das tarefas, Itacir é o chefe de cozinha, é ele quem prepara e elabora os cardápios e pratos. “Priorizo os detalhes, que fazem muita diferença na hora de apresentar o cardápio aos clientes”, enfatiza. Já Silvana, se auto intitula como a “Nega Maluca”, e administra o empreendimento.

Apesar de novo, os proprietários garantem resultados positivos em retorno financeiro e abertura na participação de eventos, dentro e fora da cidade.

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