Nas duas últimas temporadas, o Farrapos Rugby Clube chegou muito perto de ser campeão do na época, Super16, o campeonato brasileiro de Rugby. A partir deste sábado, no Super13, devido a uma reformulação recente, o time bento-gonçalvense volta a escrever sua história recheado de esperança que o final seja diferente, desta vez, com a inédita taça no armário mais vitorioso do estado.

A estreia será na tarde deste sábado, 7 de setembro, às 15h, em casa, na Montanha, local que tornou-se a fortaleza da equipe a cada campeonato. Junto ao seu fiel torcedor, os bento-gonçalvenses terão como adversário um velho conhecido de confrontos do estado, o Charrua, de Porto Alegre.

Apenas neste ano, será a terceira vez que Farrapos e Charua se encontram. No estadual, domínio total dos bento-gonçalvenses, com vitórias por 24 a 9 e 34 a 10.  O discurso entre atletas e comissão técnica é sempre de respeito ao adversário e que cada partida é uma nova disputa, ainda mais em um clássico valendo em torneio de âmbito nacional. É o que comenta o experiente técnico Javier Cardozo. “Historicamente tivemos batalhas duras dentro de campo com esses adversários do grupo e esse ano não será exceção. Todos têm chances de classificar, então, vamos precisar jogar no nosso melhor nível”, aponta.

Com relação a chegar em mais uma final, que seria a terceira de forma consecutiva, Cardozo confirma que essa é a intenção de todos no clube. “As expectativas são as melhores sempre, temos um time competitivo esse ano e bastante preparado para afrontar compromissos exigentes. E como clube acho muito importante fazer uma competição de qualidade buscando chegar até os jogos finais”, salienta.

 

Base mantida e reforçada
Para alcançar o título, o Farrapos manteve sua filosofia e planejamento, principalmente dentro de campo. Por isso, grande parte do elenco dos últimos anos segue vestindo a camisa do decacampeão gaúcho e duas vezes vice do certame nacional.

Além da manutenção, o clube anunciou nesta semana a vinda do argentino Bruno Santiago Gutierrez, para atuar como segunda ou terceira linha. O jogador atuava pelo Universitário, clube de seu país, mas tem passagens por clubes brasileiros, caso do Balneário Camboriú Rugby e dos Desterro.

Menos equipes em disputas mais acirradas 

Neste ano, a competição nacional passou de 16 para 13 equipes, por isso, passou a se chamar de Super13. Os participantes foram divididos em dois grupos, respeitando as regiões, Sul e Sudoeste do país. A chave A é formada por equipes do estado de São Paulo. É nela que estão atual campeão, o Poli, com sede na própria capital e o Jacareí, que leva o nome da cidade do interior paulista e que venceu a competição em 2017, também em cima do time de Bento Gonçalves.

No grupo B, três representantes do Rio Grande do Sul. Além do Farrapos e Charrua que se encontram na primeira rodada, o Serra Gaúcha Rugby. O Desterro é de Santa Catarina e o Paraná, com o Curitiba e o Pé Vermelho, de Londrina.

Os quatro melhores do grupo A e os três primeiros do B, avançam para as quartas de finais. O último classificado sairá da repescagem envolvendo 5º colocado do A x 4º lugar do B.  Vitória rende quatro pontos, empate soma dois. Quatro tries anotados na partida, rende um ponto extra e em caso derrota de até sete de diferença no placar, também ganha um ponto.

Favoritos venceram na estreia
O Super13 foi aberto no sábado, 31 de agosto com três partidas, duas delas tendo os dois últimos campeões em campo e vencendo. O Poli, em casa, passou com facilidade pelo SPAC, por 59 a 5. Placar elástico também para o triunfo do Jacareí, também como mandante sobre o Tornados, 71 a 20. E fechando a rodada, em m São José dos Campos, os donos da casa venceram 35 a 15 o Pasteur.