Essa frase é ouvida muito no WhatsApp e sempre provoca risos nas pessoas de bom humor. Ela é pronunciada num tom jocoso por uma figuraça das redes sociais. E, claro, como seria lícito se esperar, ela viralizou. E minha frase é para questionar aqueles que, de forma pouco pensada, foram às ruas fazer manifestações “contra a corrupção do PT”. Sim, do PT, como se pôde comprovar pelas imagens fotográficas, de TV e ao vivo, pelas faixas e palavras de ordem que portavam.

Enquanto isso, aqui, nestes artigos e em minhas colunas eu afirmava, categoricamente, que “não havia virgens na zona política brasileira” e que “eram todos farinha do mesmo saco”. Obviamente, minhas afirmações eram alicerçadas em fatos, em leituras em órgãos de imprensa do exterior (aqui, no Brasil, raríssimos não estão alinhados com partidarismos, sendo, escancaradamente, petistas ou antipetistas), em constatações óbvias-ululantes para quem conhece a história político-partidária brasileira. Mas, o fato de eu não mencionar exclusivamente Dilma, Lula e o PT nos meus escritos rotularam-me de “petista”.

Ou seja, quem deixava os demais partidos corruptos, recheados de ladrões de lado, atacando só o PT era “legal”, “bom”, “sabia das coisas”. Como sempre mantive equidistância de ligações com a politicanalhada brasileira, minhas posturas eram de absoluta isenção. Sempre foi assim. Mas, o qualificativo “petista” era-me dirigido por quem, obviamente, tinha simpatia por seus próprios corruptos, seus corruptos de estimação. Eduardo Cunha, comprovadamente corrupto, foi considerado o “malvado favorito” daqueles que só viam corrupção nos governos petistas. Ingenuidade? Aposto que não!

Era (e falo no passado porque não acredito que essas pessoas ainda não entenderam que são, realmente, todos farinha do mesmo saco, inclusive os seus “favoritos”), penso, apenas “desejo oculto”, uma “esperança” de que os de sua “estimação” fossem diferentes. Agora, depois de tanta lama espalhada pelo País inteiro, envolvendo grandes empresários e políticos DE TODOS OS PARTIDOS, duvido que ainda tenha alguma pessoa, honesta, ética, com moral, que seja “só antipetista” e leve de barbada seus antes “favoritos”. Claro que os “militontos” (como gostam de chamar àqueles que cegamente militam partidariamente pelo PT, mas ignoram – ou fingem ignorar – que os “militontos” estão a serviço de todos os partidos, de acordo com seus “interésses”) continuam afirmando, com a “convicção” que lhes é peculiar, que no “meu partido não tem corruptos”. Olhem o PP (recordista da Lava Jato), PMDB, PSDB, DEM, PTB, PT, etc. Dá para apontar um único que não tenha “fichas sujas” no seu meio? Notei que militontos antipetistas já estão em número reduzidíssimo nas redes sociais. Mas, ainda existem. Por isso tudo, continuo tendo frouxos de riso e perguntando aos “só antipetistas”: Tá contente agora?