Neste sábado 18, é o Dia D de mobilização, com a abertura extraordinária de mais de 1,8 mil postos de vacinação em todas as cidades do estado. Esta  é a estratégia direcionada a todas as mais de 538 mil crianças de um ano de idade a menores de cinco. A meta é alcançar, ao menos, 95% delas.

Desde a abertura da campanha, no último dia 6, cerca de 23% das crianças nessa faixa etária já se vacinaram. Todas as crianças desse grupo devem receber uma dose extra da vacina tríplice viral, independente da sua situação vacinal (esquema completo ou incompleto). Fora da época de campanha, essas e as outras vacinas do calendário básico estão à disposição nas Unidades Básicas de Saúde ao longo dos 12 meses, dentro das idades preconizadas para as doses.

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) atualizou nessa sexta-feira (17) a situação do sarampo no Rio Grande do Sul. Foram confirmados mais três casos, passando para 16 o número de pessoas que tiveram o registro da doença no RS este ano.

Esses últimos casos ocorreram em dois residentes de Viamão e um em Porto Alegre. Eles referem-se a ocorrências notificadas em junho, que tiveram nesta semana a confirmação laboratorial. Em todos os casos já foram efetuadas ações de bloqueio, com a vacinação de contatos próximos a eles.

O Rio Grande do Sul não registrava casos da doença desde 2011, e desde 2016 as Américas eram consideradas livres do sarampo. Esse atual cenário reforça a importância da campanha nacional de vacinação para todas as crianças de um ano a menores de cinco, que está em andamento.

Os casos do RS estão distribuídos nos municípios de São Luiz Gonzaga (1), Porto Alegre (9), Vacaria (1), Viamão (3) e Alvorada (2). No país, este ano, já são 1.240 casos, que estão distribuídos também no Amazonas (910 para 2 óbitos), Roraima (296 para 4 óbitos), Rio de Janeiro (14), Pará (2), São Paulo (1) e Rondônia (1).

No Rio Grande do Sul, antes de ocorrer o processo de eliminação do vírus, o último caso confirmado foi em 1999. Em 2010, houve oito casos importados e em 2011 foram sete. Desde então, o RS não registrava a circulação do vírus até o seu retorno em 2018.

Fonte: Ascom SESRS