Rigidez ou perseguição?

O episódio ocorrido nesta semana, envolvendo os jogadores do Estrela da Serra, Eder Larentis e Pissaia (foto), me faz começar a olhar a Junta Desportiva Disciplinar (JDD) com mais atenção daqui para frente. Os atletas foram punidos com um ano de suspensão por agressão à arbitragem. Pelo que soube, Pissaia teria dado um chute em um dos árbitros e por isso recebeu tal punição.

Mas o pior aconteceu com Eder Larentis. O árbitro alegou que o jogador teria o ameaçado de morte. E a JDD entendeu que a ofensa foi gravíssima, dando um ano de suspensão ao jogador. Coincidentemente, Larentis foi o mesmo que criticou a postura da arbitragem e da Secretaria Municipal da Juventude Esporte e Lazer (Semjel), na final do Campeonato Distrital de Futsal, há cerca de um mês. No final da partida do Estrela, o zagueiro deu entrevista a uma emissora de rádio da cidade criticando com veemência a arbitragem e também a Semjel. Vamos aos fatos então:

1 – As penas aplicadas aos jogadores foram por ofensa moral e agressão. Se fosse por isso, porque o árbitro da partida não registrou ocorrência policial contra os atletas, já que teve sua vida colocada em risco, como teria citado em súmula? Porque nenhum dos jogadores sequer foi expulso se tiveram atitudes tão graves para receber tal punição?

2 – A súmula do jogo, simplesmente sumiu. A Semjel afirma que integrantes do Estrela da Serra teriam pego o documento, o que fez o árbitro fazer suas anotações atrás da súmula do primeiro jogo.

3 – Os dirigentes do Estrela da Serra, acusam o presidente da JDD, João Carlos da Cunha Lima, de nem querer receber o recurso do clube quanto à punição dos atletas, o que é um direito previsto em regulamento. O que, se aconteceu realmente, é o cúmulo do absurdo.

Com todos estes fatores colocados, vou acompanhar de camarote os jogos deste final de semana do Distrital para ver se alguém vai xingar algum árbitro. Afinal, devemos ter muitos atletas punidos com 1 ano de suspensão pelo critério adotado pela nobre JDD. Atitude que, na minha modesta opinião, foi desmedida, arbitrária e com segundas intenções. Eu, se fosse dirigente do Estrela, levaria o caso a justiça comum, tamanho o absurdo cometido.

Projeto = Dinheiro

Tenho sido um pouco repetitivo e até chato, algumas vezes, com as questões referentes a realização de projetos por partes das entidades esportivas de Bento Gonçalves. Pois, mais uma vez, meu raciocínio se mostra lógico e coerente. Nesta semana, o vereador Clemente Mieznikowski encaminhou junto à Secretaria Estadual de Esportes projetos que viabilizaram R$ 20 mil para o Farrapos Rugby e R$ 20 mil para a Garra Team. Os recursos poderão ser utilizados em viagens para a disputa de competições e a realização de eventos esportivos, como o Bento Sevens, do Farrapos, e o Mega Fight, da Garra Team. A equipe do vereador, além de fazer o elo para envio dos projetos, ainda auxilia na elaboração dos mesmos.

Mundial Sub-17?

Por enquanto ainda é um sonho, mas o consultor esportivo Daniel Gamba parece disposto a ajudar Bento Gonçalves a receber os melhores times do mundo na categoria, a partir de 2017. Com o contrato com a africana Johanesburgo se encerrando em 2015, Gamba quer utilizar a influência da empresa Cartan Global, da qual é vice-presidente executivo para trazer o campeonato para a Capital do Vinho.

Claro que temos tempo até lá, mas pergunto a vocês se Bento Gonçalves estaria preparada para receber uma competição deste porte? Hoje, talvez não, mas quem sabe até lá, talvez numa parceria com a vizinha Farroupilha, isso não venha a acontecer. A hospedagem está garantida, pois nossa rede hoteleira já mostrou toda a sua competência neste quesito. Estamos no caminho certo. Afinal, sonhar não custa nada.