Como já comentei, estamos vivendo os momentos mais turbulentos da história do nosso Estado. Há décadas os governantes têm empurrado com a barriga os crescentes e visíveis problemas da administração pública do RS. Collares, já prevendo as dificuldades, deixou pronto o pedágio de Portão para que o brito (letra minúscula, sim) iniciasse a cobrança do pedágio, cuja lei foi clara ao estabelecer que a arrecadação deveria ser destinada à duplicação da RS-122 de Portão a São Vendelino. Mas, brito gostou da “brincadeira” e introduziu (na acepção popular da palavra) no povo gaúcho os famigerados, desgraçados, polos de pedágios. Tanto que resolveu cercar as principais cidades com eles, possibilitando boa arrecadação aos felizes concessionários das rodovias.

Novamente?

Os contratos de pedágio feitos magistralmente pelo brito, com o referendo da maioria dos deputados – aliados e adesistas de ocasião, tão comuns -, tiveram o valor já definido (R$ 3,00, em 1996), sem obrigações por parte das concessionárias, senão a manutenção – que foi precária – nos trechos. Sequer a exigência de ambulância e guincho constavam nos contratos. Até o os minúsculos 13 quilômetros entre Farroupilha e Caxias ele teve coragem de pedagiar, sem lei que previsse. Enquanto isso, o governo federal licitou trechos para pedagiamento onde quem oferecesse o menor preço com os melhores serviços levaria a concessão, obtendo grande quilometragem por pouco mais de R$ 1,50. A ex-governadora Yeda Crusius tentou prorrogação desses absurdos contratos e os deputados não aprovaram, graças ao bom senso.

Mais uma vez?

Agora, com o PMDB novamente no governo, eis que os pedágios voltam à ordem do dia. A desculpa de “falta dinheiro” para obras e recuperação das rodovias voltou a ser o motivo. Enquanto isso, a RS-122 pedagiada foi duplicada. Demorou beeeeemmmm mais do que deveria, mas foi concluída. Claro, demorou porque a tarifa arrecadada não foi toda aplicada na duplicação. Aliás, em todos os pedágios comunitários as tarifas devem estar indo para os cofres do governo e não para ampliação das duplicações e manutenção das rodovias. É por isso que algumas apresentam problemas. Sim, porque os R$ 4,80 cobrados em Portão representam muito mais do que o que é cobrado na BR-101 em Santa Catarina por uma quilometragem maior. Transformaram as tarifas em “fundos” para o Estado, certamente. E não falo de Gramado, onde se paga muito para rodar os míseros 32 quilômetros até Nova Petrópolis. E falam em pedagiar? De novo?

A saúde é de Bento

Impressionante como algumas pessoas abordam, publicamente, assuntos valendo-se da “achologia”, exclusivamente como “palpiteiros” de plantão. Existem alguns órgãos ligados à saúde. Para se saber alguma coisa seria de bom alvitre que se ouvisse todos eles, tomasse conhecimento da atuação de todos, saber o que estão fazendo para, só depois, tecer comentários a respeito. Penso que a população, diretamente envolvida, tem mais responsabilidade ao tecer comentários do que alguns que se acham “formadores de opinião” e atacam pessoas e entidades sem saber o que estão falando. Portanto, prezado leitor, quando ouvir falar em “saúde pública”, consulte o Conselho Municipal de Saúde, fone 3452.9453, ou na Rua 13 de Maio, Casa dos Conselhos ou a Secretaria da Saúde. A boa informação está na fonte. Aprendi cedo isso.