Terça-feira, 11 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

Cientista de Bento tem reconhecimento internacional

Médico Felipe Dal Pizzol, de Bento Gonçalves, coordena Centro de Pesquisa Clínica do Hospital São José, em Santa Catarina

Toda a família do médico Felipe Dal Pizzol, de 45 anos, como pais e irmãos, entre outros, mora em Bento Gonçalves. Ele, a esposa e dois filhos, entretanto, residem em Santa Catarina, Criciúma, onde trabalha como pneumologista e médico intensivista no Hospital São José e professor na Universidade do Extremo Sul Catarinense. Formado em Medicina no ano de 1998 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o bento-gonçalvense de coração e por adoção (nasceu em Porto Alegre mas se diz filho da Capital Nacional do Vinho), ganhou o mundo em outubro passado ao entrar em uma seleta relação dos pesquisadores mais influentes e citados no mundo todo.

O resultado do trabalho realizado por um professor-estatístico da Stanford University, dos Estados Unidos, foi publicado na revista científica Plos Biology, da Biblioteca de Ciências Públicas norte-americana. “Ele criou uma maneira de avaliar a carreira dos pesquisadores, um algoritmo que leva em conta variáveis diversas da carreira do pesquisador como número de artigos publicados, impacto desse artigo na comunidade científica, por exemplo o número de visualizações e citações, entre outros. É um método complexo com a finalidade de determinar a importância de cada pesquisador na Ciência. Nessa publicação ele mostrou os 2% dos pesquisadores mais influentes em qualquer área do conhecimento, não necessariamente só na Medicina. E o meu nome apareceu entre esses 2%”, explicou Dal Pizzol.

Trabalhos em andamento

O médico-professor-cientista revela que já teve outros reconhecimentos no âmbito da comunidade universitária e internacional, como da França e do Instituto Sul-Americano de Sepse e do Fórum Sepse Brasil. “Mas esse é, efetivamente, a distinção mais relevante até o momento”, conta. Ele explicou que a citação na Plos Biology não é consequência de um único trabalho em que se envolveu, como coordenador ou pesquisador, mas o reconhecimento da sua carreira profissional. “Todos meus trabalhos, ao longo do tempo, contaram para isso. Tenho várias colaborações internacionais em andamento, principalmente em Londres e Paris, e como professor visitante na Universidade do Texas, Estados Unidos, entre outros”, relacionou.

Felipe Dal Pizzol, com a esposa Cristiane e os dois filhos, teve reconhecimento internacional
em outubro passado por sua contribuição à área científica

Importante

O médico Felipe Dal Pizzol formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1998, a mesma na qual cursou doutorado em Ciências Biológicas.

Tem Pós-Doutorado na University College London, de Londres, Inglaterra, e um período sabático no Instituto Pasteur, em Paris, na França.

Na área de pesquisa se dedica a desvendar uma doença chamada Sepse, (chamada popularmente de septicemia ou infecção generalizada), que “é a resposta disfuncional do organismo a uma infecção grave”.

É especialista em Pneumologia e Medicina Intensiva.

“Vacina contra o coronavírus deve sair em breve”

O médico e pesquisador Felipe Dal Piazzol conta que no Hospital São José, em Santa Catarina, tem participado de pesquisas relacionadas à busca de uma vacina capaz de conter o avanço do coronavírus e da Covid-19, inclusive algumas que envolveram o Hospital Tachinni, o estudo Coalizão em suas diversas etapas e de âmbito nacional, com várias universidades, médicos e pesquisadores do Brasil. Outros trabalhos com a intenção de estancar a pandemia também contam com a presença de Dal Pizzol, inclusive a pesquisa da farmacêutica Johnson & Johnson, dos Estados Unidos, que tem pacientes de Santa Catarina envolvidos.

Mesmo admitindo que é difícil fazer uma previsão, acredita que a descoberta de uma vacina contra o coronavírus não deve demorar muito tempo. “Não dá para prever com 100% de certeza, mas acho que para o Brasil deve estar liberada (uma vacina) no primeiro trimestre (de 2021). Se tudo der certo e continuar nesse ritmo com que está se desenvolvendo a pesquisa. E possivelmente mais do que uma deve ser liberada, essa é a esperança de todas as pessoas e a previsão nossa, de quem trabalha nesta área”, afirmou o médico.

Para saber

Formado em Medicina em 1998, Dal Pizzol fez Residência, Doutorado e trabalhou na capital gaúcha até se mudar para Santa Catarina, onde passou a lecionar na universidade no ano 2000 e onde fixou residência em definitivo cerca de dois anos depois.

Felipe Dal Pizzol é casado com Cristiane Ritter e tem dois filhos, Henrique e Rafael. Ele é filho de Iria e Rinaldo Dal Pizzol, e irmão de Alexandre e Guilherme.

Em Bento tenho toda minha família. Fui o único que saí da cidade quando fui estudar em Porto Alegre. Meus irmãos estão aí, o pai e a mãe também continuam em Bento.

Felipe Dal Pizzol

Imagem: Arquivo pessoal

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