Originalmente, cometi esse singelo poema para ser declamado por crianças nas escolas.

Todavia, tomo a liberdade de compartilhá-lo com você, leitor mais ou menos tradicionalista.

 

Amigas e amigos do Rio Grande

Meus versos começam agora

Com um abraço bem apertado

Aos gaúchos do mundo afora

 

O dia vinte de setembro

É a festa maior do estado

É a Guerra dos Farrapos

Dos combates entreverados

 

Farroupilhas ou farrapos

Ligados ao Partido Liberal

Oposicionistas e radicais

Ao poder do governo imperial

 

Descontentamento geral

Ânimos políticos exaltados

Protestos e contra-protestos

O buchicho estava armado

 

Os velhos clarins de guerra

Trazendo urgente recado

Posteiro, peão e agregado

Patrão, coronel e soldado

 

Durante um largo tempo

Pelearam de pé no chão

Lutaram bravamente

Em defesa deste rincão

 

Piratini foi escolhida capital

Bento Gonçalves presidente

Este marco deve ser lembrado

Por Queras, Xirús e Viventes

 

Na imensidão do pampa

Nos campos, serra e coxilhas

Na mente ainda se estampa

A Revolução Farroupilha

 

Na cuia do chimarão

Que passa de mão em mão

Corre o mate verde amargo

Relembrando a tradição

 

Estado de gente buena

Terra de heroicos guerreiros

Província de São Pedro

Povo bravo e hospitaleiro

 

A história dos farrapos

O grito de liberdade

Explodindo de emoção

No coração da saudade

 

As sementes foram plantadas

Nesta terra gaúcha querida

A grande herança gaudéria

Nunca será esquecida

 

No floreio de um gaiteiro

Na dança e no sapateado

Na paz e no entrevero

No churrasco bem preparado

 

No chimarrão bem sevado

No peão com prenda e filha

Tudo lembra o Rio Grande

E a grande Revolução Farroupilha