O Congresso de Educação de Bento Gonçalves reuniu cerca de 500 profissionais, na Casa das Artes e no Sesi, na segunda-feira, 31 de junho, para debater questões relacionadas ao autismo e ao paradesporto. O evento foi promovido pela Secretaria de Educação de Bento Gonçalves e contou com a participação da Fundação de Articulação de Políticas Públicas para pessoas com deficiência e pessoas com altas habilidades no Rio Grande do Sul (Faders).

Ao longo da manhã, a Faders promoveu o seminário “Conversando sobre o autismo: unindo forças pela inclusão”, com o objetivo de conscientizar, fortalecer e sensibilizar a sociedade escolar sobre o respeito às diferenças e equiparação de oportunidades para pessoas com deficiência. O órgão estadual tem por objetivo passar por 25 cidades do interior do Rio Grande do Sul, para trazer a temática, até o final de 2017.

Durante a tarde, o tema discutido pela entidade foi o paradesporto no seminário “Promovendo movimento e inclusão”, que ocorreu no Sesi. Simultaneamente, na Casa das Artes, ocorreram apresentações de teatro que trataram da inclusão.

No contexto municipal

Segundo informações da Secretaria de Educação, no município são cerca de 250 alunos com necessidades especiais. Na opinião da titular da pasta, Iraci Luchese Vasques, as escolas têm todo o suporte necessário para atendê-los. “Nós precisamos tratar todos com igualdade”, reflete.

De acordo com o presidente da Faders, Roque Bakof, Bento Gonçalves está bem assistida em termos de assistência aos portadores de necessidades especiais no que trata de agenda política. Bakof destaca o fato de o município ter a Coordenadoria de Acessibilidade e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência (Caispede) como um ponto positivo. “Isso já é um indicador que o tema está no contexto da gestão. Vamos chegar em municípios maiores do que Bento que não tem”, exemplifica.

Sobre as questões abordadas no seminário que tratou do espectro de autismo, Bakof pontua que o objetivo foi compartilhar informação para que a sociedade e as famílias identifiquem os indicadores no comportamento.”Nós queremos minimizar o efeito do autismo na vida das pessoas, afinal, não seria razoável desconsiderarmos algo que se manifesta em uma em cada 68 pessoas”, aponta.

Ainda de acordo com o presidente, o paradesporto, que pautou o encontro durante a tarde, serve como um estímulo à pessoa com deficiência para buscar sua autonomia. “O esporte tem a capacidade de contribuir fisicamente, mas também tem uma contribuição do ponto de vista emocional, sociológico”, analisa.

Ele observa que a contribuição se dá, sobretudo, pelo fato de a maioria dos esportes serem praticados em grupo, o que contribui para a participação em sociedade às pessoas com algum tipo de necessidade. “Isso faz também que o professor, os demais alunos e os colegas também podem contribuir para aquela pessoa ser acolhida”, afirma.