Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026

ÚLTIMA HORA

Antigo Presídio de Bento em estado de abandono

Transferência dos detentos para nova casa foi concluída em 1º de novembro de 2019. Desde então, prédio no Centro virou depósito de entulhos

Se o antigo Presídio Estadual de Bento Gonçalves incomodava devido à localização e ao temor de motins e rebeliões devido à localização, o que incomoda, desde que foi completamente desocupado, em 1º de novembro de 2019, são os entulhos que permanecem no prédio. Roupas, calçados, colchões e outros materiais fazem parte da “paisagem”, que pode ser vista por quem transita pela Rua 13 de maio, uma vez que uma parte do muro foi derrubada.

Conforme o diretor da Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves, Volnei Zago, tudo é muito lento e difícil, desde o transporte, até a mão-de-obra. “Para tudo que for feito é preciso ter autorização ou aguardar que cada um cumpra com a sua parte”, diz.

Não bastasse a situação, servidores da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e da 1ª Delegacia de Polícia (1ªDP) convivem, desde pouco tempo após a desocupação, com ratos e baratas. “Abandonaram o prédio e deixaram como estava. Sabemos que a ideia é colocar tudo abaixo, mas se deixarem aí, do jeito que está, daqui a pouco vão acabar ocupando de novo”, afirma o delegado titular da DPPA, Arthur Hermes Reguse, que complementa: “Já solicitamos à Vigilância Sanitária que faça uma verificação da situação, como também já enviamos ao Consepro alguns orçamentos para que seja efetuada a dedetização”, completa.

Em janeiro, parte do muro entre as delegacias e o antigo Presídio foi derrubada por uma equipe da Prefeitura, a pedido da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), através do diretor Zago, a fim de que fosse efetuada a retirada da tela e seu reaproveitamento na nova casa prisional, porém, devido às condições em que se encontra e à impossibilidade de acessar o local com uma máquina, a ideia foi abolida. “Foi então que autorizamos as delegacias a utilizarem o pátio como estacionamento, uma vez que há espaço e que a movimentação no local é importante”, ressalta o Diretor.

Ainda segundo Zago, há material no interior do Presídio que pode ser aproveitado. “Hoje mesmo (17 de fevereiro) estivemos lá para retirar o mobiliário da Escola, que será reutilizado na nova Penitenciária. Há, também, uma cadeira de dentista que foi doada pelo município de Guaporé, mas é bastante antiga e, como estamos reivindicando uma nova, solicitamos a eles (Guaporé) que realizem a retirada. Estamos devolvendo, e isso demora”, pontua.

O Diretor finaliza afirmando que, após concluídos todos os processos, ou seja, quando tudo que for reaproveitado for retirado, irão chamar recicladores para buscar o que não poderá ser reutilizado.

O desenrolar de todo o trâmite se dará no momento em que a Prefeitura receber um documento autorizando o desmanche do prédio. O terreno, pertencente ao Município, foi cedido ao Estado para a obra há cerca de 70 anos e, agora, dentro das negociações para a construção da Penitenciária na Linha Palmeiro, o Governo deverá devolver o mesmo para a municipalidade, o que dará a autonomia para demolição da edificação nele existente. Ainda não há definição de quando o processo irá ser encerrado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ANUNCIE CONOSCO

Sua marca em destaque para milhares de leitores