Quarta-feira, 01 de Julho de 2026

ÚLTIMA HORA

A importância da família

Aos meus leitores, acostumados com meus artigos, me perdoem não ter novidades jurídicas ou políticas, mas essa semana não poderia deixar de contar que no último domingo, reunimos toda a família para comemorarmos os 90 anos de idade de meu avô, Ângelo Pegoraro, mais conhecido pelos mais antigos e nas redondezas de Pinto Bandeira por “Angelin”.

No encontro familiar, de famílias nem tão pequenas como a minha, falou-se muito de que meu avô juntamente com minha avó Oliva de Toni Pegoraro (que não teve a mesma saúde e faleceu há 10 anos), criou 13 filhos. E destes, vieram 27 netos e 10 bisnetos.
Esses encontros sempre são bons, nos fazem recordar nossas infâncias, rever os familiares. O que incomoda é que apesar de próximos e todos residirem na mesma cidade, a loucura da rotina e dos compromissos que assumimos faz com que nos vejamos cada vez com menos frequência.

Cabe ressaltar que quando minha avó estava presente entre nós, o casal residia no interior, e íamos praticamente todos os fins de semana visita-los. Nos encontrávamos e todos os anos fazíamos uma grande festa de final de ano.

Depois disso, passado o luto, não conseguimos mais nos organizar com a mesma assiduidade. Este é outro fato que me entristece muito, pois com o passar do tempo, vamos perdendo contato, vamos nos afastando…

Tais encontros nos fazem refletir e aposto que não só a mim, mas a várias pessoas que lá estavam. Como é bom tirarmos um tempo para nós, para cada um contar como está e o que está fazendo, ver como as crianças cresceram, quem engordou ou emagreceu, como os cabelos brancos apareceram, enfim, coisas de que não nos damos por conta de que acontecem.

A família do meu pai é um grande exemplo, pois apesar de muito numerosa é uma família que costuma se visitar, um sabe dos problemas dos outros, saem para pescarias, divertem-se, conversam…

Reflito muitas vezes em como é triste estar distante da família, em como é triste não ter contato com o irmão, ou, pior ainda, estar de mal com as pessoas que nos são tão próximas. Muitas vezes irmãos ficam anos sem se falar, sem se visitar, por intrigas relacionadas a terras, a heranças e, no fim, nada sobra para ninguém, pois todos temos o mesmo destino. Porém, a ganância da vida terrena não nos faz refletir sobre isso quando precisamos.

Temos que ter a certeza que nosso trabalho não cuidará de nós quando formos idosos ou quando ficarmos doentes. São seus amigos e familiares, aqueles que muitas vezes você troca pelo trabalho, que estenderão a mão quando você mais precisar… Parabéns, meu avô Angelin. E muito obrigada pela família que temos.

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