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Vinho: Brasil e Argentina podem ampliar negócios

Da Redação
Escrito por Da Redação

Uma comitiva brasileira formada por representantes de cooperativas agropecuárias e, ainda, do sistema OCB e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) participa de uma série de reuniões técnicas com produtores de vinho da Argentina. A ideia é trocar experiências e informações sobre a produção de vinho, azeite e olivas e, ainda, em certificação Fair Trade e produção orgânica. A programação teve início na quarta-feira, 31 de julho, e é resultado de um convite feito pelo Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social (INAES) e pela Confederação Nacional Intercooperativa (Coninagro). Ambas fazem parte da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM) da qual tanto o MAPA quanto a OCB participam como representantes do Brasil.

Segundo o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, que acompanha o grupo, a missão técnica é uma oportunidade para trocar experiências sobre o setor e ampliar a relação comercial entre os dois países. “Estamos acompanhando representantes da Secretaria de Cooperativismo e Agricultura Familiar do MAPA, junto com os dirigentes da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), das cooperativas Aurora, Garibaldi e Nova Aliança e a oportunidade é muito rica. Os brasileiros já estão dialogando com os hermanos sobre a possibilidade de negociação entre as cooperativas. Além de negócios bilaterais, a ideia também é aproveitar as oportunidades advindas do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul”, explica Nobile.

Do lado argentino, as reuniões técnicas contam com a presença do secretário de Agricultura Familiar da Argentina que mostra, também, o interesse do governo de lá nesse processo de aproximação e possibilidade de negócios com o Brasil. Do RS, participaram Helio Marchioro, diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho); Itacir Pozza, presidente da Cooperativa Vinícola Aurora; Oscar Ló, presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi e Joel Panizzon, vice-presidente da Cooperativa Agroindustrial Nova Aliança.

Programação

A programação que encerra nesta sexta-feira, 2 de agosto, inclui debates sobre política agroindustrial brasileira, oportunidades e desafios do mercado para o cooperativismo no âmbito do Mercosul, processo de produção biodinâmica, certificações, além de apresentações institucionais e visitas in loco.

Os brasileiros conhecerão, por exemplo, a Federação Argentina de Produtores de Vinho (Fecovita), que detém 30% do mercado interno de vinhos e exporta para diversos países, a vinícola Toro, a Federação de Cooperativas Agropecuárias, a Faculdade Nacional Agrotécnica. O grupo também passará pelas cooperativas vitivinícolas C/A e La Riojana.

No Brasil

De acordo com dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), atualmente, a área de produção vitivinícola no Brasil soma 82 mil hectares. São mais de 1,1 mil vinícolas espalhadas pelo país, a maioria instalada em pequenas propriedades (média de 2 hectares de vinhedos por família). O país se consolidou como o quinto maior produtor da bebida no Hemisfério Sul e certamente é um dos mercados que cresce mais rapidamente no globo.

Em de 2017 as cooperativas comercializaram 34,26% de todos os produtos envasados pelo setor vitivinícola brasileiro. Na safra 2018 as cooperativas processaram 22,67% do total de uvas produzidas no país.

Segundo a Fecovinho, as cinco cooperativas filiadas reúnem 4,1 mil cooperados e geram cerca de 1,2 mil empregos, diretos e indiretos. Em 2017, o faturamento delas foi de R$ 909 milhões.

Fonte e foto: OCB

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