Saúde

Uma semana inteira para falar da importância de ser um doador de órgãos

Da Redação
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A Comissão Intra-hospitalar de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Tacchini vai promover entre os dias 24 e 29 de setembro a Semana de Doação de Órgãos. A intenção é mostrar à população a importância de ser um doador e explicar como as pessoas devem proceder para ter seu pedido atendido. A enfermeira Zeni Lazzarini, que coordena a CIHDOTT, mostra-se preocupada sobre o assunto, pois ainda é pouco debatido entre as pessoas. “Teve uma época em que as pessoas manifestavam seu desejo de ser um doador na carteira de identidade. Como isso não é obrigatório, acabou caindo no esquecimento e hoje basta informar à família o desejo de ser doador. Nem registrar em cartório é preciso”, explica. Ela lembra, porém, que isso vai depender da conscientização de todos os envolvidos. “Mesmo que haja esse manifesto, se a família não autorizar a retirada de órgãos, nada será feito”, reforça a enfermeira Zeni.

No dia 29 de setembro (sábado), a CIHDOTT vai realizar grande mobilização na rua Coberta, entre 14h e 19h, tendo a participação de algumas pessoas transplantadas e famílias doadoras. Em parceria com a Associação de Mulheres Empreendedoras e Profissionais Liberais (BPW – sigla para ‘Business Professional Women’), a Comissão vai realizar mateada, distribuir pipoca e algodão doce, apresentar espetáculo teatral e show com banda local. “Entre uma apresentação e outra, estaremos levando nosso recado sobre a importância das pessoas terem conscientização para este ato nobre que pode salvar mais que uma vida. Mostraremos que estamos preparados para conversar com as famílias num momento delicado, porém, imprescindível para a tomada de decisões”, comenta Zeni.

Sobre a CIHDOTT – Implantada em 2002, a CIHDOTT foi instituída pelo Ministério da Saúde em todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos. No Hospital Tacchini, o grupo conta com 23 profissionais. Todos os órgãos captados são distribuídos através da Central de Transplantes, em Porto Alegre, que controla e regula a fila de espera no Estado. As córneas são encaminhadas ao Banco de Olhos do Hospital Geral, em Caxias do Sul e o tecido músculo esquelético vai para o Banco de Ossos do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo.

Entre setembro de 2017 até o momento, a Comissão captou a doação de 96 córneas, um transplante de osso e 06 doações de múltiplos órgãos, como rins, fígado. Atualmente o principal problema enfrentado pela CIHDOTT está justamente no fato das pessoas não manifestarem em vida o desejo de ser um doador. “Importante que as pessoas não esqueçam de conversar com seus familiares sobre a doação de órgãos. Afinal, nunca sabemos se um dia não estaremos em uma fila, a espera de um determinado órgão”, conclui a enfermeira.

Fonte: Assessoria de Comunicação=
Foto: Reprodução

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