Antônio Frizzo

Tudo resolvido?

Antônio Frizzo
Escrito por Antônio Frizzo

TUDO RESOLVIDO?
Obviamente, não! A flexibilização, suave, para adquirir e possuir armas não acabará com a violência, certamente. Claro que, nas redes sociais, já pululam os que dão como certa a eliminação da bandidagem e da criminalidade. Sempre afirmei na Coluna que nós, população de bem e do bem, deveríamos usufruir do direito e da possibilidade de dispormos do BENEFÍCIO DA DÚVIDA. Sim, hoje a bandidagem tem a certeza de que abordarão cidadãos totalmente expostos, desarmados. Espero que, agora, pelo menos tenham DÚVIDAS sobre isso, pensando melhor antes de abordarem para assaltar e/ou matar as pessoas em suas casas ou estabelecimentos empresariais.

UM MÍNIMO PASSO FOI DADO
Então, já tendo a seu lado o “benefício da dúvida”, espera-se que todos tenham a RESPONSABILIDADE que a posse de uma ou de mais armas (poderão ser até quatro) exigem. A responsabilidade começa com a obrigação de ter curso de tiro, aliada a ausência de antecedentes criminais; de possuir cofre para a guarda da (s) arma (s) e de uma apreciável avaliação psicológica. Como se percebe, o governo não deu “carta branca” para o uso de armas.

FALTAM MUITAS COISAS, AINDA!
Sim, certamente! Faltam policiais, já que o efetivo é muito, mas muito inferior ao necessário; faltam equipamentos adequados para o combate e o confronto da polícia com a bandidagem; faltam viaturas adequadas; faltam as manutenções de instalações das policiais civis e militares; faltam leis que não obriguem aos policiais a “pensarem duas vezes” ANTES de agirem contra a bandidagem; faltam CADEIAS com capacidade suficiente para encarcerar TODA a bandidagem, enfim, falta muita coisa, ainda, para que possamos ter um mínimo de segurança para andar, rodar e viver com um mínimo de tranquilidade. Mas, um pequenino passo foi dado. Ou não?

RESTRIÇÕES
Entretanto, é necessário, também, fazer leis que tornem a posse IRREGULAR DE ARMAS crime hediondo, com penalidades de CADEIA sumária, sem direito a fiança ou habeas corpus. Quem estiver portando armas fora de casa ou de estabelecimento empresarial PRECISA ser preso, sem rodeios. Só imagino quantos imbecis pensam que poderão dirigir levando armas no carro! Com a intolerância, o ódio fervilhando como se tem notado, não serão raros os casos de assassinatos por problemas corriqueiros no trânsito, como uma “fechada”, por exemplo. Ah, sim, e a FISCALIZAÇÃO terá que ser intensificada para que esse porte ilegal não ocorra, seja com a bandidos, seja com cidadãos tidos como “de bem” ou “do bem”. Quais serão seus desdobramentos? Quem viver, verá! Literalmente!

ESTARRECEDOR!
Tudo o que escrevi acima é potencializado pela reportagem do dia 17, quinta-feira, na página 24 de ZH. O título da matéria é: “Policias têm metade do efetivo previsto”. Só isso já é motivo para que as “autoridades competentes” e a própria população reflitam sobre a segurança pública com mais intensidade e preocupação. Pena que não seja feito um levantamento do quanto existem de funcionários públicos nas prefeituras e estados de todo o Brasil e do governo central. Certamente, se os “desnecessários” e “apadrinhados” fossem substituídos pela contratação de policiais teríamos dois problemas resolvidos: o da falta de efetivo nas policias e do excesso de “aspones”.

INACREDITÁVEL!
Em Palhoça, Santa Catarina, um detento de 24 anos, portador de necessidades especiais (usa muletas), tentou entrar no presídio portando NOVE celulares e outros 52 objetos diversos, como carregadores de celular, NO ESTÔMAGO. Agentes penitenciários desconfiaram do comportamento dele e o passaram pelo detector de metais que acusou irregularidade. Um scanner corporal mostrou o conteúdo do seu estômago. Submetido a uma cirurgia, retiraram toda essa parafernália. Inacreditável, não?

APONTARAM SOLUÇÃO
E, por falar em presídios, até os urubus que sobrevoam e pousam no centro de Bento Gonçalves sabem que os celulares são a poderosa arma utilizada por detentos para seus crimes. No Ceará, fazem gato e sapato com as autoridades. Mas, COMO celulares entram nas prisões e são utilizados se aqui fora temos sérias dificuldades para fazer e receber ligações? Pois é! Mas, um sujeito apontou a solução, já que não conseguem impedir o acesso às prisões: eliminar as tomadas elétricas nas celas. Se um prisioneiro precisar por qualquer motivo relevante, uma extensão resolveria provisoriamente. Será que acatarão a sugestão?

ÚLTIMAS

Primeira:
Hora: 16h08min; dia: 16, terça; local: esquina das ruas Ramiro Barcelos e Júlio de Castilhos; fato (filmei): ônibus ocupavam espaço estacionados na Júlio e outros dois trancavam o trânsito na Ramiro e Júlio;

Segunda:
Consequências: trânsito trancado nas ruas com o semáforo abrindo e fechando com os ônibus e carros parados no meio da rua. Mas, por que isso ocorre? Simples: horários das duas empresas urbanas que se sobrepõem. Solução: ora, ora…

Terceira:
E continuam os questionamentos intensos nas redes sociais sobre o preço dos combustíveis em Bento Gonçalves. Com razão? Bem, basta ver o preço praticado ali, em São Vendelino e em São Leopoldo para entender;

Quarta:
As decisões de ministros do STF são classificadas como sendo petistas ou antipetistas. Essa, agora, do ministro Fux, me parece ser “isenta”. Afinal, o filho do presidente “solicitou” suspensão das investigações;

Quinta:
Argumento: “provas poderiam ser anuladas por ilegais” (só não disse o porquê), o que me lembrou as gravações das falcatruas da “privataria tucana”. Os grampos de então ainda não foram presos. E nada apurado, claro;

Sexta:
Informa-se que há 141 deputados federais que podem pedir aposentadoria de até mais de 30 mil reais. Podem, também, acumular com salários (caso do Bolsonaro). Mas, é legal. Quanto à moralidade, bem, aí é “outra questão”. O povo pagará, mesmo!

Sétima:
Hoje, às 17h, no campo do São Paulo do Borgo, o Esportivo fará jogo amistoso. Ingresso é um quilo de alimento não perecível;

Oitava:
E amanhã Grêmio e Inter começam a disputa pelo título do ruralito. Será o “cafezinho” da Libertadores?
a conferir!

 

Sobre o autor

Antônio Frizzo

Antônio Frizzo

Economista e colunista do Jornal Semanário há 40 anos.
antoniofrizzo@italnet.com.br
www.jornalsemanario.com.br

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