Assunta De Paris

Terceira Fenavinho – 1975

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Escrito por Assunta De Paris

Na Terceira Fenavinho realizada no período de 15 de fevereiro à 9 de março de 1975, e na abertura, foi também, o início das comemorações do Centenário da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul, fato de alto sentido histórico para Bento Gonçalves.

Transcrevo parte do discurso do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, Economista Darcy Pozza, na abertura da Festa Nacional do Vinho, na Presença do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, o bento-gonçalvense Ernesto Geisel.

“Há cem anos começava aqui uma história de muita esperança. A terra parecia indomável, guardada por gigantescos pinheiros, cintada por rios caudalosos no fundo das montanhas. Mas o que parecia obstáculo fez-se convite para a luta. Com as mãos calejadas, calejaram-se ainda mais, e a nova terra respondeu com frutos abundantes, que encheram de alegria os olhos de nossos pioneiros.. Creio, Senhor Presidente que a palavra do Salmo fez-se realidade: “Os que semeiam chorando, colhem cantando”. Cantando está, Senhor Presidente a nossa cidade, o nosso povo, toda a região colonial italiana nesta hora em que o recebemos de braços abertos e estamos felizes.
Filho do saudoso Augusto Geisel, que aqui deixou imperecível memória de honradez, dignidade e fé, ainda hoje reconhecida e destacada pela tradição oral e escrita. Foi, aqui, nesta semana em que hoje o recebemos, que Vossa Excelência plasmou caráter, como ainda o afirmava ontem, em Caxias do Sul. Formação esta que neste momento difícil para todas as nações do mundo é uma garantia de paz e tranquilidade, do progresso e do desenvolvimento da nossa querida Pátria Brasileira.

É o filho mais querido de Bento Gonçalves que hoje vem a sua terra natal para, como Presidente da Nação, prestigiar a sua festa máxima, que assinala a pujança econômica de nosso município e que tem, no vinho e na uva a sua expressão mais significativa. Tenho certeza Senhor Presidente, de que estou interpretando os sentimentos unânimes de todo o povo bento-gonçalvense.
Cantando, Senhor Presidente, está o nosso agricultor, pois, na manhã de hoje, Vossa Excelência, num gesto que por certo ficará gravado no coração do nosso colono simples e bom, deixando o asfalto infiltrar-se pelo interior do município, visitando nossos parreirais, confortando com sua presença aqueles trabalhadores anônimos que com suores diários, regaram a semente fecunda do progresso e do desenvolvimento do município e da região.

E… Bento Gonçalves cresceu… e cresceu, sob o legado sagrado dos imigrantes, no trabalho continuado de seus descendentes, graças ao espírito empreendedor, alegre, confiante e cristão do povo, que luta e quer vencer pelo trabalho. Tanto isso é verdade, que estamos contribuindo com nossa parcela consciente e já estamos atingindo com rendimento per capita de mil dólares, preconizado pelos governos altamente patrióticos, integralmente voltados à formação do bem estar do povo”.

(continua na próxima)

Sobre o autor

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Historiadora e colunista do Jornal Semanário há 30 anos.
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