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Proposta de reajuste ao valor do frete

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O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Bento Gonçalves (Sindibento), Cleimar Sfredo, convocou uma reunião na terça-feira, 24, com os associados da entidade para discutir as questões envolvendo o reajuste dos fretes. O encontro foi para discutir de que forma será trabalhado o índice a ser repassado no transporte de cargas. O impacto é oriundo do repasse do aumento do diesel (R$ 0,15) e a sanção do Projeto de Lei nº 4.246/2012, conhecido como Lei dos Motoristas, que dispõe da jornada de trabalho dos motoristas.

Segundo o presidente do Sindibento, é preciso discutir os problemas da cadeia logística e o que mais vai onerar na ponta por meio da apresentação de dados técnicos. Ele revela que algumas empresas associadas do sindicato estão praticando um reajuste entre 12% e 15%. “Precisamos repassar nossos custos para continuar oferecendo um serviço de qualidade e diferenciado, como sempre fizemos. Infelizmente, o consumidor vai acabar pagando essa diferença”, informou.

Cleimar Sfredo também destaca que as empresas transportadoras não possuem pontos de apoio nas rodovias. Ele revela que hoje, fica a critério da iniciativa privada construir as bases para ofertar condições de descanso aos caminhoneiros e manutenção da carga em viagens. A Lei dos Caminhoneiros, por sua vez, flexibiliza o descanso para motoristas, estabelece regras para o exercício da profissão e assegura a isenção de pedágio para quem estiver com o caminhão vazio, desde que os eixos de rolamento do veículo estejam suspensos. O projeto, aprovado na Câmara no ano passado, foi alterado no Senado para a inclusão de emendas.

O presidente afirma que, como o frete não é tabelado, chegou-se a um consenso na reunião de que é preciso negociar diretamente com as empresas clientes, propondo um reajuste dentro da margem considerada ideal pelo sindicato. “Nossos custos aumentaram consideravelmente nos últimos dois anos e não estamos conseguindo repassá-los. Precisamos que os empresários se sensibilizem e entendam a necessidade de um reajuste para mantermos um serviço de qualidade”, resume Sfredo.

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